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Ministério da Economia divulga dados do CAGED de janeiro de 2019

Publicado: Sexta, 01 de Março de 2019, 17h39 | Última atualização em Sexta, 01 de Março de 2019, 17h39 | Acessos: 1260

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o emprego formal no Brasil apresentou expansão em Janeiro de 2019, registrando saldo de +34.313 postos de trabalho, equivalente à variação de +0,09% em relação ao mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.325.183 admissões e de 1.290.870 desligamentos. Nos últimos doze meses, houve crescimento de +471.741 empregos, representando variação de +1,24%.

SETOR DE ATIVIDADE

Em Janeiro/2019, houve crescimento do emprego em cinco dos oito setores econômicos e queda em três. Os dados registram expansão no nível de emprego nos Serviços (43.449 postos), Indústria de Transformação (34.929 postos), Construção Civil (14.275 postos), Agropecuária (8.328 postos) e Extrativa Mineral (84 postos). Verificou-se queda no nível de emprego no Comércio (-65.978 postos), Administração Pública (-686 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (-88).

O setor de Serviços foi o principal destaque de Janeiro/2019. Foram registradas 573.615 admissões e 530.166 desligamentos, implicando saldo de +43.449 postos de trabalho e crescimento de +0,25% sobre o mês anterior. Cinco dos seis subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e um subsetor registrou saldo negativo, a saber:

  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (318 postos, +0,48%)
  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (163 postos, +0,70%)
  • Ensino (+152 postos, +0,30%)
  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (358 postos, +0,02%)
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (971 postos, +0,15%)
  • Transportes e comunicações (-2.513 postos, -0,11%)

 

A Indústria de Transformação apresentou o segundo maior saldo positivo no mês de Janeiro/2019. Foram registradas 236.226 admissões e 201.297 desligamentos, ocasionando saldo de +34.929 postos e expansão de +0,49% sobre o mês anterior. Onze dos doze subsetores apresentaram saldo positivo e um subsetor registrou saldo negativo, a saber:

 

  • Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (276 postos, +1,13%)
  • Indústria de Calçados (870 postos, +2,13%)
  • Indústria Mecânica (502 postos, +1,03%)
  • Indústria Metalúrgica (067 postos, +0,68%)
  • Indústria da Borracha, Fumo, Couros (667 postos, +1,18%).
  • Indústria do Material de Transporte (419 postos, +0,75%)
  • Indústria da Madeira e do Mobiliário (396 postos, +0,83%)
  • Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (093 postos, +0,90%)
  • Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos (943 postos, +0,49%)
  • Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (739 postos, +0,20%)
  • Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (594 postos, +0,17%)
  • Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (-6.637 postos, -0,35%)

O setor da Construção Civil registrou o terceiro maior saldo positivo do mês de Janeiro/2019. Foram registradas 121.822 admissões e 107.547 desligamentos, implicando saldo de +14.275 postos de trabalho, equivalente ao crescimento de +0,72% em relação ao mês anterior.

As principais classes de atividade que impactaram o resultado foram:

  • Construção de Edifícios (828 postos), especialmente em São Paulo (1.736 postos), Santa Catarina (1.320) e Minas Gerais (1.222)
  • Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (884 postos), especialmente em Minas Gerais (1.643 postos) e São Paulo (1.296)
  • Obras de Acabamento (862 postos), especialmente em São Paulo (698), Minas Gerais (211) e Paraná (209).

A Agropecuária registrou o quarto maior saldo positivo no mês de Janeiro/2019. Houve 83.026 admissões e 74.698 desligamentos, implicando saldo de +8.328 empregos e à expansão de +0,54% em relação ao mês anterior.

As principais classes de atividade que impactaram o resultado foram:

  • Cultivo de Soja (7.837 postos), especialmente em Mato Grosso (112)
  • Cultivo de Frutas de Lavoura Permanente, Exceto Laranja e Uva (071 postos), especialmente no Rio Grande do Sul (6.133)
  • Cultivo de Cereais (915 postos), especialmente em Goiás (213), Mato Grosso do Sul (155) e Mato Grosso (151).

O setor do Comércio apresentou o maior saldo negativo no mês de Janeiro/2019. Foram registradas 296.790 admissões e 362.768 desligamentos, ocasionando saldo de -65.978 postos, correspondendo ao decréscimo de -0,73% sobre o mês anterior. Esse resultado foi impulsionado pelo subsetor do Comércio Varejista (-69.027 postos formais, -0,93%), visto que o subsetor do Comércio Atacadista registrou saldo positivo (3.049 empregos, +0,19%).

TERRITÓRIO

No recorte geográfico, verificou-se em Janeiro/2019 que três regiões apresentaram saldo de emprego positivo e duas registraram saldo negativo:

  • Sul (733 postos, 0,59%)
  • Centro-Oeste (802 postos, 0,71%)
  • Sudeste (485 postos, 0,03%)
  • Norte (-6.428 postos, -0,36%)
  • Nordeste (-30.279 postos, -0,48%)

Em Janeiro/2019, onze Unidades Federativas (UF) registraram variação positiva no saldo de emprego e dezesseis UFs apresentaram variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em:

  • Santa Catarina: saldo de 157 postos (1,01%)
  • São Paulo: saldo de 638 postos (0,12%)
  • Rio Grande do Sul: saldo de 431 postos (0,49%)
  • Mato Grosso: saldo de 524 postos (1,68%)
  • Paraná: saldo de 145 postos (0,35%)
  • Mato Grosso do Sul: saldo de 094 postos (1,21%)
  • Goiás: 777 postos (0,31%)

Os menores saldos de emprego ocorreram em:

  • Rio de Janeiro: saldo de -12.253 postos (-0,37%)
  • Paraíba: saldo de -7.845 postos (-1,94%)
  • Pernambuco: saldo de -7.242 postos (-0,58%)
  • Alagoas: saldo de -5.034 postos (-1,43%)
  • Ceará: saldo de -4.982 postos (-0,43%)
  • Pará: saldo de -2.919 postos (-0,40%)
  • Piauí: -1.905 postos (-0,65%)

O conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou 475.876 admissões e 489.916 desligamentos, com saldo de -14.040 empregos, equivalente à retração de -0,09%. Três Regiões Metropolitanas (RM) registraram saldo positivo de emprego e seis RMs apresentaram saldo negativo de emprego, a saber:

  • Curitiba (807 postos, +0,49%)
  • São Paulo (891 postos, +0,05%)
  • Porto Alegre (834 postos, +0,08%)
  • Belo Horizonte (-183 postos, -0,01%)
  • Salvador (-193 postos, -0,02%)
  • Belém (-1.789 postos, -0,53%)
  • Fortaleza (-3.426 postos, -0,41%)
  • Recife (-5.187 postos, -0,64%)
  • Rio de Janeiro (-11.794 postos, -0,47%)

SALÁRIO

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Janeiro/2019 foi de R$1.618,96 e o salário médio de desligamento foi de R$1.713,93. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve crescimento de R$82,60 (5,38%) no salário de admissão e queda de R$-19,81 (-1,14%) no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, registrou-se aumento real de R$33,27 (2,10%) para o salário médio de admissão e de R$22,50 (1,33%) para o salário de desligamento.

MODERNIZAÇÃO TRABALHISTA

Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado

Em Janeiro de 2019, houve 17.754 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 12.432 estabelecimentos, em um universo de 11.376 empresas. Um total de 34 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Da perspectiva territorial, São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (5.557), seguido por Paraná (1.945), Minas Gerais (1.501), Rio Grande do Sul (1.463), Santa Catarina (1.432) e Rio de Janeiro (-1.282).

Do ponto de vista setorial, os desligamentos por acordo distribuíram-se por Serviços (9.003 desligamentos), Comércio (4.353), Indústria de Transformação (2.649), Construção Civil (981), Agropecuária (617), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (82), Extrativa Mineral (44) e Administração Pública (25).

Da perspectiva de gênero, 10.479 desligamentos por acordo foram realizados com homens (59,0%) e 7.275 desligamentos com mulheres (41,0%).

Do ponto de vista etário, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com 30 a 39 anos (5.790 desligamentos, 32,6%), 25 a 29 anos (3.443 desligamentos, 19,4%), 18 a 24 anos (3.429 desligamentos, 19,3%), 40 a 49 anos (3.016 desligamentos, 17,0%), 50 a 64 anos (1.811 desligamentos, 10,2%), 65 anos ou mais (239 desligamentos, 1,3%) e até 17 anos (26 desligamentos, 0,1%).

Da perspectiva da escolaridade, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (10.795 desligamentos, 60,8%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (3.559 desligamentos, 20,0%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (3.400 desligamentos, 19,2%).

As dez principais ocupações segundo quantidade de desligamentos mediante acordo foram:

1

Vendedor de Comercio Varejista

-920

2

Cozinheiro Geral

-827

3

Auxiliar de Escritório, em Geral

-640

4

Faxineiro

-633

5

Operador de Caixa

-509

6

Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais)

-489

7

Assistente Administrativo

-468

8

Alimentador de Linha de Produção

-413

9

Porteiro de Edifícios

-328

10

Recepcionista, em Geral

-308

 


Trabalho Intermitente

Em Janeiro de 2019, houve 7.768 admissões e 4.416 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.352 empregos, envolvendo 1.969 estabelecimentos e 1.584 empresas contratantes. Um total de 34 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente foram Paraná (666 postos), Minas Gerais (665), São Paulo (525), Rio de Janeiro (420), Santa Catarina (359) e Espírito Santo (257).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (1.812), Construção Civil (1.016), Indústria de Transformação (765), Agropecuária (74), SIUP (2), Extrativa Mineral (-1), Administração Pública (-8) e Comércio (-308).

Da perspectiva de gênero, o saldo de empregos dos trabalhadores intermitentes distribuiu-se entre 2.774 postos ocupados por homens (82,8%) e 578 postos ocupados por mulheres (17,2%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com 30 a 39 anos (1.183 postos), 40 a 49 anos (815), 25 a 29 anos (503), 50 a 64 anos (413), 18 a 24 anos (387), 65 anos ou mais (26) e até 17 anos (25).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (2.507 postos), empregados com até Ensino Fundamental (Completo/Incompleto) (581) e Ensino Superior (Completo/Incompleto) (264).

As dez principais ocupações segundo saldo de empregos foram:

1

Alimentador de Linha de Produção

340

2

Montador de Máquinas

218

3

Soldador

200

4

Garçom

164

5

Mecânico de Manutenção de Maquinas, em Geral

164

6

Faxineiro

136

7

Servente de Obras

134

8

Eletricista de Manutenção Eletroeletrônica

132

9

Técnico de Enfermagem

123

10

Instalador de Tubulações

103

 

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Foram registradas 5.421 admissões em regime de tempo parcial e 5.286 desligamentos, gerando saldo de 135 empregos, envolvendo 3.170 estabelecimentos e 2.760 empresas contratantes. Um total de 54 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego em regime de tempo parcial foram Ceará (146 postos), Amazonas (144), Pernambuco (87), São Paulo (73), Sergipe (63) e Rio Grande do Norte (54).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se por Serviços (277 postos), Administração Pública (12), Indústria de Transformação (10), SIUP (6), Extrativa Mineral (2), Agropecuária (-4), Construção Civil (-21) e Comércio (-147 postos).

Da perspectiva de gênero, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se entre 124 postos para homens (91,9%) e 11 postos para mulheres (8,1%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se pelos empregados de 18 a 24 anos (218 postos), até 17 anos (117), 25 a 29 anos (87), 40 a 49 anos (-8), 65 anos ou mais (-26), 30 a 39 (-100) e 50 a 64 anos (-153).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (238 postos), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (-21) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (-82).

As dez principais ocupações segundo saldo de emprego em regime de tempo parcial foram:

1

Recepcionista, em Geral

85

2

Auxiliar de Escritório, em Geral

66

3

Metrologista

47

4

Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental (Primeira a Quarta Série)

44

5

Operador de Caixa

43

6

Professor de Ciências Exatas e Naturais do Ensino Fundamental

36

7

Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo

35

8

Vigilante

32

9

Faxineiro

31

10

Agente Fiscal Metrológico

28

 

Confira os dados aqui.

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