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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de agosto de 2018

Publicado: Quarta, 07 de Novembro de 2018, 16h26 | Última atualização em Quarta, 02 de Janeiro de 2019, 15h33 | Acessos: 360

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o emprego formal no Brasil apresentou expansão em Agosto de 2018, da ordem de +110.431 postos de trabalho, equivalente à variação de +0,29% em relação ao mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.353.422 admissões e de 1.242.991 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de +568.551 empregos, representando variação de +1,50%. Nos últimos doze meses, verificou-se acréscimo de +356.852 postos de trabalho, correspondente à variação de +0,94%.

SETOR DE ATIVIDADE

Em termos setoriais, houve crescimento em sete dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de Serviços (66.256 postos), Comércio (17.859 postos), Indústria de Transformação (15.764 postos), Construção Civil (11.800 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (1.240 postos), Extrativa Mineral (467 postos) e Administração Pública (394 postos). Verificou-se queda no nível de emprego apenas no setor da Agropecuária (-3.349 postos),

O setor de Serviços foi o principal destaque de Agosto/2018. Foram registradas 585.653 admissões e 519.397 desligamentos, ocasionando saldo de +66.256 postos, correspondendo ao crescimento de +0,39% sobre o mês anterior. A totalidade dos seis subsetores apresentou saldo positivo de emprego, a saber:

  • Ensino (338 postos, +1,17%)
  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (saldo de 074 postos, +0,38%)
  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (832 postos, +0,23%
  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (525 postos, +0,40%)
  • Transportes e comunicações (576 postos, +0,26%)
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (911 postos, +0,14%)

O setor do Comércio registrou o segundo saldo positivo mais expressivo do mês de Agosto/2018. Foram registradas 322.513 admissões e 304.654 desligamentos, implicando saldo de +17.859 postos de trabalho, correspondendo ao crescimento de +0,20% sobre o mês anterior. Esse resultado foi impulsionado tanto pelo subsetor do Comércio Varejista (14.019 postos formais, +0,19%) quanto pelo subsetor do Comércio Atacadista (3.840 empregos, +0,24%).

A Indústria de Transformação apresentou o terceiro saldo positivo mais expressivo no mês de Agosto/2018. Foram registradas 224.626 admissões e 208.862 desligamentos, ocasionando saldo de +15.764 postos, correspondendo à expansão de +0,22% sobre o mês anterior. Seis subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e seis descreveram saldo negativo, a saber:

  • Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (16.926 postos, +0,90%)
  • Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (3.750 postos, +0,42%)
  • Indústria Mecânica (2.411 postos, +0,46%)
  • Indústria da Madeira e do Mobiliário (1.445 postos, +0,35%)
  • Indústria de Materiais de Transporte (716 postos, +0,15%)
  • Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos (469 postos, +0,12%)
  • Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (-197 postos, -0,08%)
  • Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (-252 postos, -0,07%)
  • Indústria Metalúrgica (-387 postos, -0,06%)
  • Indústria de Calçados (saldo de -1.400 postos, -0,48%)
  • Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (-2.738 postos, -0,32%)
  • Indústria da Borracha, Fumo, Couros (-4.979 postos, -1,53%)

O setor da Construção Civil registrou o quarto saldo positivo mais expressivo do mês de Agosto/2018. Foram registradas 125.891 admissões e 114.091 desligamentos, implicando saldo de +11.800 postos de trabalho, equivalente à expansão de +0,57% em relação ao mês anterior. Os saldos das principais classes de atividade do setor foram:

  • Construção de Edifícios (3.013 postos), especialmente em São Paulo (1.490 postos)
  • Serviços Especializados para Construção não Especificados Anteriormente (1.792 postos), especialmente em São Paulo (416 postos) e no Rio de Janeiro (284 postos)
  • Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (1.583 postos), especialmente em Minas Gerais (681 postos) e no Rio de Janeiro (395 postos)

A Agropecuária foi o único setor a apresentar saldo negativo no mês de Agosto/2018. Houve 79.333 admissões e 82.682 desligamentos, implicando saldo de -3.349 empregos, equivalente à retração de -0,20% em relação ao mês anterior. Os saldos das principais classes de atividade do setor foram:

  • Cultivo de Plantas de Lavoura Temporária não Especificadas Anteriormente (3.925 postos), especialmente no Rio Grande do Norte (2.058 postos) e em São Paulo (1.084 postos)
  • Cultivo de Cana-De-Açúcar (2.709 postos), especialmente na Paraíba (2.985 postos)
  • Atividades de Apoio à Agricultura (1.569 postos), especialmente em São Paulo (859 postos) e Pernambuco (714 postos)

TERRITÓRIO

No recorte geográfico, verificou-se em Agosto/2018 que todas as cinco regiões apresentaram saldo de emprego positivo:

  • Sudeste (41.303 postos, +0,21%)
  • Nordeste (36.460 postos, +0,59%)
  • Centro-Oeste (13.117 postos, +0,41%)
  • Sul (10.243 postos, +0,14%)
  • Norte (9.308 postos, +0,54%)

Vinte e duas Unidades Federativas registraram variação positiva no saldo de emprego e cinco, variação negativa.

Os maiores saldos de emprego ocorreram em:

  • São Paulo: saldo de 34.244 postos (+0,29%)
  • Pernambuco: saldo de 11.563 postos (+0,95%)
  • Paraná: saldo de 10.339 postos (+0,40%)
  • Paraíba: saldo de 7.244 postos (+1,85%)
  • Pará: saldo de 6.237 postos (+0,88%)
  • Bahia: saldo de 4.864 postos (+0,29%)
  • Goiás: saldo de 4.721 postos (+0,38%)

Os menores saldos de emprego ocorreram em:

  • Rio Grande do Sul: saldo de -4.028 vínculos empregatícios (-0,16%)
  • Sergipe: saldo de -593 empregos (-0,21%)
  • Espírito Santo: saldo de -388 vínculos empregatícios (-0,05%)
  • Acre: saldo de -172 empregos (-0,22%)
  • Maranhão: saldo de -66 empregos (-0,01%)

O conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou 510.717 admissões e 471.660 desligamentos, com saldo de +39.057 empregos, equivalente ao crescimento de +0,26%. Oito Regiões Metropolitanas registraram saldo positivo de emprego:

  • São Paulo (14.657 postos, +0,23%)
  • Belo Horizonte (8.721 postos, +0,63%)
  • Curitiba (4.111 postos, +0,42%)
  • Recife (3.709 postos, +0,46%)
  • Salvador (3.002 postos, +0,38%)
  • Rio de Janeiro (2.184 postos, +0,09%)
  • Belém (1.886 postos, +0,57%)
  • Fortaleza (1.366 postos, +0,17%)

Apenas uma Região Metropolitana descreveu saldo negativo: Porto Alegre (-579 postos,           -0,05%).

O conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove Regiões Metropolitanas descreveu 496.719 admissões e 460.449 desligamentos, implicando saldo de +36.270 postos, correspondente à expansão de +0,26%. Houve crescimento do emprego celetista no interior de sete Unidades Federativas desse conjunto:

  • São Paulo (19.587 postos, +0,34%)
  • Pernambuco (7.854 postos, +1,90%)
  • Paraná (6.228 postos, +0,38%)
  • Pará (4.351 postos, +1,15%)
  • Ceará (3.295 postos, +1,06%)
  • Bahia (1.862 postos, +0,21%)
  • Rio de Janeiro (733 postos, +0,09%)

Registrou-se saldo negativo no interior de duas Unidades Federativas desse conjunto:

  • Rio Grande do Sul (-3.449 postos, -0,24%)
  • Minas Gerais (-4.191 postos, -0,16%)

SALÁRIO

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Agosto/2018 foi de R$1.541,53 e o salário médio de desligamento foi de R$1.700,80. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve crescimento de R$5,26 (+0,34%) no salário de admissão e de R$9,90 (+0,59%) no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior. Em relação a Agosto/2017, registrou-se perda real de R$-1,50 (-0,10%) para o salário médio de admissão e perda real de R$-63,56 (-3,60%) para o salário de desligamento.

MODERNIZAÇÃO TRABALHISTA

A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entrou em vigor em 11 de novembro de 2017. Cabe destacar os seguintes resultados:

Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado

Em Agosto de 2018, houve 15.010 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 11.293 estabelecimentos, em um universo de 10.383 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Da perspectiva territorial, São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (4.339), seguido por Paraná (1.575), Rio Grande do Sul (1.436), Santa Catarina (1.315), Minas Gerais (1.210) e Rio de Janeiro (1.202).

Do ponto de vista setorial, os desligamentos por acordo distribuíram-se pelos Serviços (7.336 desligamentos), Comércio (3.699), Indústria de transformação (2.454), Construção Civil (810), Agropecuária (520), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (95), Extrativa Mineral (59) e Administração Pública (37).

Da perspectiva de gênero, 9.152 desligamentos por acordo foram realizados com homens (61,0%) e 5.858 com mulheres (39,0%).

Do ponto de vista etário, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com 30 a 39 anos (4.970 desligamentos, 33,1%), 25 a 29 anos (2.971 desligamentos, 19,8%), 18 a 24 anos (2.808 desligamentos, 18,7%), 40 a 49 anos (2.516 desligamentos, 16,8%), 50 a 64 anos (1.485 desligamentos, 9,9%), 65 anos ou mais (231 desligamentos, 1,5%) e até 17 anos (29 desligamentos, 0,2%).

Da perspectiva da escolaridade, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (9.245 desligamentos, 61,6%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (3.139 desligamentos, 20,9%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (2.626 desligamentos, 17,5%).

As dez principais ocupações foram:

  1. Vendedor de Comércio Varejista (812 desligamentos)
  2. Auxiliar de Escritório, em Geral (542)
  3. Assistente Administrativo (494)
  4. Vigilante (476)
  5. Faxineiro (474)
  6. Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais) (457)
  7. Operador de Caixa (424)
  8. Alimentador de Linha de Produção (394)
  9. Porteiro de Edifícios (255)
  10. Recepcionista, em Geral (246)

Trabalho Intermitente

Em Agosto de 2018, houve 5.987 admissões e 1.991 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.996 empregos, envolvendo 2.270 estabelecimentos, em um universo de 1.741 empresas. Um total de 93 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente foram São Paulo (1.005 postos), Rio de Janeiro (848), Minas Gerais (463), Rio Grande do Sul (253), Paraná (209) e Rio Grande do Norte (154).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (2.423 postos), Comércio (655 postos), Construção Civil (476 postos), Indústria de transformação (425 postos), SIUP (20 postos), Extrativa Mineral (2 postos), Administração Pública (-2) e Agropecuária (-3).

Da perspectiva de gênero, o saldo de empregos dos trabalhadores intermitentes distribuiu-se entre 2.669 postos ocupados por homens (66,8%) e 1.327 postos ocupados por mulheres (33,2%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com 30 a 39 anos (1.181 postos, 29,6%), 18 a 24 anos (1.061 postos, 26,6%), 25 a 29 anos (694 postos, 17,4%), 40 a 49 anos (650 postos, 16,3%), 50 a 64 anos (375 postos, 9,4%), 65 anos ou mais (18 postos, 0,5%) e até 17 anos (17 postos, 0,4%).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (3.020 postos, 75,6%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (490 postos, 12,3%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (486 postos, 12,2%).

As dez principais ocupações segundo saldo de empregos foram:

  1. Assistente de Vendas (228 postos)
  2. Cuidador em Saúde (185)
  3. Servente de Obras (181)
  4. Mantenedor de Sistemas Eletroeletrônicos de Segurança (176)
  5. Vendedor de Comercio Varejista (136)
  6. Faxineiro (121)
  7. Alimentador de Linha de Produção (106)
  8. Pedreiro (102)
  9. Trabalhador da Manutenção de Edificações (98)
  10. Garçom (92)

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Foram registradas 7.374 admissões em regime de tempo parcial e 4.209 desligamentos, gerando saldo de 3.165 empregos, envolvendo 6.306 estabelecimentos, em um universo de 5.503 empresas. Um total de 55 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial, sendo 1 empregado com jornada maior que 26 horas.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego em regime de tempo parcial foram São Paulo (515 postos), Paraná (424), Ceará (405), Santa Catarina (401), Minas Gerais (273) e Rio de Janeiro (167).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se por Serviços (2.147 postos), Comércio (643 postos), Indústria de transformação 241 postos), Agropecuária (71 postos), Construção Civil (40 postos), Administração Pública (16 postos), SIUP (4 postos) e Extrativa Mineral (3 postos).

Da perspectiva de gênero, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se entre 2.073 postos ocupados por mulheres (65,5%) e 1.092 postos ocupados por homens (34,5%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se pelos empregados entre 18 a 24 anos (988 postos), 30 a 39 anos (924 postos), 25 a 29 anos (531 postos), 40 a 49 anos (420 postos), até 17 anos (201 postos), 50 a 64 anos (97 postos) e 65 anos ou mais (4 postos).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (1.595 postos), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (1.365 postos) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (205 postos).

As dez principais ocupações segundo saldo de emprego em regime de tempo parcial foram:

  1. Faxineiro (206)
  2. Professor de Ensino Superior na Área de Didática (197)
  3. Operador de Caixa (178)
  4. Professor de Ensino Superior na Área de Prática de Ensino (149)
  5. Auxiliar de Escritório, em Geral (139)
  6. Repositor de Mercadorias (130)
  7. Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental (1ª. à 4ª. Série) (125)
  8. Vendedor de Comércio Varejista (96)
  9. Cozinheiro Geral (87)
  10. Cuidador de Idosos (84)

 

Confira os dados aqui.

 

 

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