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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de julho de 2018

Publicado: Quarta, 07 de Novembro de 2018, 16h20 | Última atualização em Quarta, 07 de Novembro de 2018, 16h20 | Acessos: 104

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o emprego formal no Brasil apresentou expansão em Julho de 2018, da ordem de +47.319 postos de trabalho, equivalente à variação de +0,12% em relação ao mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.219.187 admissões e de 1.171.868 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de +448.263 empregos, representando variação de +1,18%. Nos últimos doze meses, verificou-se acréscimo de +286.121 postos de trabalho, correspondente à variação de +0,75%.

 

SETOR DE ATIVIDADE

Em termos setoriais, houve crescimento em seis dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de Agropecuária (17.455 postos), Serviços (14.548 postos), Construção Civil (10.063 postos), Indústria de Transformação (4.993 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (1.335 postos) e Extrativa Mineral (702 postos). Verificou-se queda no nível de emprego nos setores de Administração Pública (-1.528 postos) e Comércio (-249 postos).

A Agropecuária foi o principal destaque de Julho/2018. Houve 91.602 admissões e 74.147 desligamentos, implicando saldo de +17.455 empregos, equivalente à expansão de +1,07% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que influenciaram o resultado do setor foram:

  • Atividades de Apoio à Agricultura (7.328 postos), especialmente em São Paulo (5.474 postos) e Minas Gerais (859 postos);
  • Cultivo de Plantas de Lavoura Temporária não Especificadas Anteriormente (780 postos), especialmente em São Paulo (2.529 postos), Minas Gerais (1.571
  • Cultivo de Soja (2.946 postos), especialmente em Mato Grosso (1.722 postos) e Goiás (771 postos); e
  • Cultivo de Laranja (1.380 postos), especialmente em São Paulo (3471 postos).

O setor de Serviços foi o segundo destaque de Julho/2018. Foram registradas 508.120 admissões e 493.572 desligamentos, ocasionando saldo de +14.548 postos, correspondendo ao crescimento de +0,09% sobre o mês anterior. Quatro subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e dois descreveram saldo negativo, a saber:

  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (saldo de 264 postos, +0,33%);
  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (825 postos, +0,37%);
  • Transportes e comunicações (387 postos, +0,11%);
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (246 postos, +0,19%);
  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (-2.358 postos, -0,04%); e
  • Ensino (-9.816 postos, -0,56%).

O setor da Construção Civil registrou o terceiro saldo positivo mais expressivo do mês de Julho/2018. Foram registradas 115.638 admissões e 105.575 desligamentos, implicando saldo de +10.063 postos de trabalho, equivalente à expansão de +0,49% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que influenciaram o resultado do setor foram:

  • Construção de Edifícios (990 postos), especialmente em Minas Gerais (2.056 postos);
  • Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (1.798 postos), especialmente no Pará (599 postos) e no Paraná (482 postos);
  • Construção de Rodovias e Ferrovias (699 postos), especialmente no Pará (331 postos), em Goiás (298 postos) e no Paraná (293 postos); e
  • Instalações Elétricas (1.265 postos), especialmente em São Paulo (418 postos) e em Minas Gerais (360 postos).

A Indústria de Transformação apresentou o quarto saldo positivo mais expressivo no mês de Julho/2018. Foram registradas 200.849 admissões e 195.856 desligamentos, ocasionando saldo de +4.993 postos, correspondendo à expansão de +0,07% sobre o mês anterior. Oito subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e quatro descreveram saldo negativo, a saber:

  • Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (427 postos, +0,23%)
  • Indústria de Materiais de Transporte (171 postos, +0,46%);
  • Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (994 postos, +0,22%);
  • Indústria Mecânica (820 postos, +0,35%);
  • Indústria Metalúrgica (930 postos, +0,15%);
  • Indústria da Madeira e do Mobiliário (302 postos, +0,07%);
  • Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos (181 postos, +0,04%);
  • Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (172 postos, +0,07%); e
  • Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (-249 postos, -0,07%);
  • Indústria da Borracha, Fumo, Couros (-1.739 postos, -0,53%);
  • Indústria de Calçados (saldo de -1.911 postos, -0,65%);
  • Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (-3.105 postos, -0,36%).

O setor do Comércio registrou o saldo negativo mais expressivo do mês de Julho/2018. Foram registradas 289.260 admissões e 289.509 desligamentos, implicando saldo de -249 postos de trabalho, sem alteração percentual relevante em relação ao mês anterior (0,0%). Esse resultado foi impulsionado pelo subsetor do Comércio Varejista (com saldo negativo de -4.911 postos formais, -0,07%), apesar do subsetor do Comércio Atacadista haver registrado saldo positivo de 4.662 empregos (+0,29%).

TERRITÓRIO

No recorte geográfico, verificou-se em Julho/2018 que quatro regiões apresentaram saldo de emprego positivo e uma região, saldo negativo:

  • Sudeste (023 postos, +0,12%);
  • Centro-Oeste (9.911 postos, +0,31%);
  • Nordeste (7.163 postos, +0,12%);
  • Norte (6.635 postos, +0,39%); e
  • Sul (-413 postos, -0,01%).

Dezesseis Unidades Federativas registraram variação positiva no saldo de emprego e onze, variação negativa.

Os maiores saldos de emprego ocorreram em:

  • São Paulo: saldo de 15.333 postos (+0,13%);
  • Minas Gerais: saldo de 332 postos (+0,26%);
  • Mato Grosso: saldo de 5.186 postos (+0,76%);
  • Goiás: saldo de 4.118 postos (+0,34%);
  • Pará: saldo de 3.509 postos (+0,50%);
  • Paraná: saldo de 2.485 postos (+0,10%); e
  • Maranhão: saldo de 1.853 postos (+0,40%).

Os menores saldos de emprego ocorreram em:

  • Rio Grande do Sul: saldo de -2.657 vínculos empregatícios (-0,10%);
  • Rio de Janeiro: saldo de -1.001 empregos (-0,03%);
  • Espírito Santo: saldo de -641 vínculos empregatícios (-0,09%);
  • Sergipe: saldo de -302 empregos (-0,11%);
  • Santa Catarina: saldo de -241 empregos (-0,01%); e
  • Distrito Federal: saldo de -181 vínculos empregatícios (-0,02%).

O conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou 452.907 admissões e 446.673 desligamentos, com saldo de +6.234 empregos, equivalente ao crescimento de +0,04%. Seis Regiões Metropolitanas registraram saldo positivo de emprego: São Paulo (4.730 postos, +0,08%), Belo Horizonte (3.806 postos, +0,27%), Curitiba (2.066 postos, +0,21%), Fortaleza (558 postos, +0,07%), Salvador (178 postos, +0,02%) e Belém (105 postos, +0,03%). Três Regiões Metropolitanas descreveram saldo negativo: Porto Alegre (-1.576 postos, -0,14%), Recife (-1.719 postos, -0,21%) e Rio de Janeiro (-1.914 postos, -0,08%).

O conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove Regiões Metropolitanas descreveu 455.037 admissões e 430.915 desligamentos, implicando saldo de +24.122 postos, correspondente à expansão de +0,17%. Houve crescimento do emprego celetista no interior de seis Unidades Federativas desse conjunto: São Paulo (10.603 postos, +0,19%), Minas Gerais (6.526 postos, +0,25%), Pará (3.404 postos, +0,90%), Pernambuco (1.608 postos, +0,39%), Bahia (1.494 postos, +0,17%), Rio de Janeiro (913 postos, +0,11%), Paraná (419 postos, +0,03%) e Ceará (236 postos, +0,08%). Registrou-se saldo negativo no interior de uma Unidade Federativa desse conjunto: Rio Grande do Sul (-1.081 postos,            -0,08%).

SALÁRIO

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Julho/2018 foi de R$1.536,12 e o salário médio de desligamento foi de R$1.692,42. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve crescimento de R$0,40 (+0,03%) no salário de admissão e de R$2,18 (0,13%) no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior. Em relação a Julho/2017, registrou-se ganho real de R$2,08 (+0,14%) para o salário médio de admissão e perda real de R$-43,75 (-2,52%) para o salário de desligamento.

MODERNIZAÇÃO TRABALHISTA

A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entrou em vigor em 11 de novembro de 2017 e já pode ser mensurada pelas estatísticas do mercado de trabalho. Cabe destacar os seguintes resultados:

Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado

Em Julho de 2018, houve 13.738 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 10.205 estabelecimentos, em um universo de 9.425 empresas. Um total de 15 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Da perspectiva territorial, São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (3.919), seguido por Paraná (1.426), Santa Catarina (1.255), Minas Gerais (1.181), Rio Grande do Sul (1.143) e Rio de Janeiro (1.039).

Do ponto de vista setorial, os desligamentos por acordo distribuíram-se pelos Serviços (6.655 desligamentos), Comércio (3.263), Indústria de transformação (2.296), Construção Civil (898), Agropecuária (455), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (78), Extrativa Mineral (49) e Administração Pública (44).

Da perspectiva de gênero, 8.659 desligamentos por acordo foram realizados com homens (63,0%) e 5.079 com mulheres (37,0%).

Do ponto de vista etário, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com 30 a 39 anos (4.490 desligamentos, 32,7%), 25 a 29 anos (2.717 desligamentos, 19,8%), 18 a 24 anos (2.419 desligamentos, 17,6%), 40 a 49 anos (2.398 desligamentos, 17,5%), 50 a 64 anos (1.480 desligamentos, 10,8%), 65 anos ou mais (214 desligamentos, 1,6%) e até 17 anos (20 desligamentos, 0,1%).

Da perspectiva da escolaridade, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (8.216 desligamentos, 59,8%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (2.910 desligamentos, 21,2%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (2.612 desligamentos, 19,0%).

As dez principais ocupações envolvidas foram Vendedor de Comercio Varejista (692 desligamentos), Auxiliar de Escritório, em Geral (477), Assistente Administrativo (449), Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais) (434), Faxineiro (431), Vigilante (403), Alimentador de Linha de Produção (339), Operador de Caixa (332), Porteiro de Edifícios (257) e Recepcionista, em Geral (192).

Trabalho Intermitente

Em Julho de 2018, houve 4.951 admissões e 1.552 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.399 empregos, envolvendo 1.409 estabelecimentos, em um universo de 1.140 empresas. Um total de 17 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente foram São Paulo (1.173 postos), Minas Gerais (464), Rio de Janeiro (367), Pará (188), Paraná (186) e Santa Catarina (162).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (1.843 postos, 54,2%), Comércio (526 postos, 15,5%), Construção Civil (434 postos, 12,8%), Indústria de Transformação (432 postos, 12,7%), Agropecuária (156 postos, 4,6%), SIUP (6, 0,2%) e Extrativa Mineral (2 postos, 0,1%). O setor da Administração Pública não registrou admissões ou desligamentos na modalidade de trabalho intermitente.

Da perspectiva de gênero, o saldo de empregos dos trabalhadores intermitentes distribuiu-se entre 2.192 postos ocupados por homens (64,5%) e 1.207 postos ocupados por mulheres (35,5%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com 30 a 39 anos (999 postos, 29,4%), 18 a 24 anos (926 postos, 27,2%), 25 a 29 anos (578 postos, 17,0%), 40 a 49 anos (535 postos, 15,7%), 50 a 64 anos (314 postos, 9,2%), até 17 anos (35 postos, 1,0%) e 65 anos ou mais (12 postos, 0,4%) e.

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (2.524 postos, 74,3%), empregados com até Ensino Fundamental Completo (577 postos, 17,0%) e empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (298 postos, 8,8%).

As dez principais ocupações segundo saldo de empregos foram: Assistente de Vendas (178 postos), Alimentador de Linha de Produção (170), Recepcionista de Casas de Espetáculos (143), Servente de Obras (134), Faxineiro (131), Trabalhador de Preparação de Pescados (Limpeza) (123), Garçom (107), Trabalhador Volante da Agricultura (95), Trabalhador Agropecuário em Geral (85) e Mecânico de Manutenção de Máquinas, em Geral (83).

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Foram registradas 4.643 admissões em regime de tempo parcial e 3.830 desligamentos, gerando saldo de 813 empregos, envolvendo 3.000 estabelecimentos, em um universo de 2.609 empresas. Um total de 40 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial, sendo 2 empregados com jornada maior que 26 horas.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego em regime de tempo parcial foram Rio de Janeiro (210 postos, 25,8%), São Paulo (154, 18,9%), Ceará (103, 12,7%), Bahia (99, 12,2%), Rio Grande do Norte (98, 12,1%) e Paraná (81, 10,0%).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se por Comércio (502 postos, 61,7%), Indústria de transformação (87 postos, 10,7%), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SUIP) (70 postos, 8,6%), Serviços (55 postos, 6,8%), Construção Civil (48 postos, 5,9%), Agropecuária (33 postos, 4,1%) e Administração Pública (19 postos, 2,3%). 0 setor Extrativa Mineral apresentou saldo negativo de -1 emprego.

Da perspectiva de gênero, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se entre 598 postos ocupados por mulheres (73,6%) e 215 postos ocupados por homens (26,4%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se pelos empregados entre 18 a 24 anos (573 postos), até 17 anos (162 postos), 25 a 29 anos (155 postos), 30 a 39 anos (26 postos), 40 a 49 anos (-1 posto), 65 anos ou mais (-25 postos) e 50 a 64 anos (-77 postos).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (959 postos), empregados com até Ensino Fundamental Completo (45 postos) e empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (-191 postos).

As dez principais ocupações segundo saldo de emprego em regime de tempo parcial foram Operador de Caixa (210), Auxiliar de Escritório, em Geral (177), Repositor de Mercadorias (156), Recepcionista, em Geral (109), Entrevistador Censitário e de Pesquisas Amostrais (57), Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo (54), Atendente de Lojas e Mercados (47), Técnico de Enfermagem (41), Assistente Administrativo (36) e Auxiliar nos Serviços de Alimentação (28).

Confira os dados aqui.

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