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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de maio de 2018

Publicado: Quarta, 20 de Junho de 2018, 15h29 | Última atualização em Quarta, 07 de Novembro de 2018, 16h26 | Acessos: 705

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o estoque de emprego formal no Brasil apresentou expansão em Maio de 2018. O acréscimo foi de  +33.659 postos de trabalho, equivalente à variação de +0,09% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.277.576 admissões e de 1.243.917 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de +381.166 empregos, representando variação de +1,01%. Nos últimos doze meses, verificou-se acréscimo de +284.875 postos de trabalho, correspondente à variação de +0,75%.

 

SETOR DE ATIVIDADE

Em termos setoriais, houve crescimento em seis dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de Agropecuária (+29.302 postos), Serviços (+18.577 postos), Construção Civil (+3.181 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (+555 postos), Extrativa Mineral (+230 postos) e Administração Pública (+197 postos). Verificou-se queda no nível de emprego nos setores do Comércio (-11.919 postos) e Indústria de transformação (-6.464 postos).

A Agropecuária foi o principal destaque de Maio/2018. Houve 104.790 admissões e 75.488 desligamentos, implicando saldo de +29.302 empregos, equivalente à expansão de +1,88% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que influenciaram o resultado do setor foram:

  • Cultivo de Café (+25.411 postos), especialmente em Minas Gerais (+14.773 postos), Espírito Santo(+4.496 postos), São Paulo (+3.367 postos)  e na Bahia (+2.513 postos);
  • Cultivo de Laranja (+038 postos), especialmente em São Paulo (+5.380 postos);
  • Criação de Bovinos (+1.589 postos), especialmente na Bahia (+552 postos) e Espírito Santo (+409 postos); e
  • Produção Florestal - Florestas Plantadas (+877 postos), especialmente em Minas Gerais (+381 postos).

O setor de Serviços foi o segundo destaque de Maio/2018. Foram registradas 527.243 admissões e 508.666 desligamentos, ocasionando saldo de +18.577 postos, correspondendo ao crescimento de +0,11% sobre o mês anterior. Cinco subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e um descreveu saldo negativo, a saber:

  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+496 postos, +0,40%);
  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (saldo de +386 postos, +0,16%);
  • Ensino (+971 postos, +0,17%); e
  • Transportes e comunicações (+328 postos, +0,11%);
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (+549 postos, +0,08%); e
  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (-3.153 postos, -0,06%).

O setor da Construção Civil registrou o terceiro saldo positivo mais expressivo do mês de Maio/2018. Foram registradas 118.810 admissões e 115.629 desligamentos, implicando saldo de +3.181 postos de trabalho, equivalente à expansão de +0,16% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que influenciaram o resultado do setor foram:

  • Construção de Rodovias e Ferrovias (+163 postos), especialmente no Ceará (+1.537 postos) e em Minas Gerais (+993 postos);
  • Construção de Edifícios (+911 postos), especialmente em Minas Gerais (+459 postos) e Paraná (+502 postos);
  • Obras de Urbanização (ruas, praças e calçadas) (+471 postos), especialmente em São Paulo (+174 postos) e Goiás (+102 postos); e
  • Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (+328 postos), especialmente no Pará (+969 postos) e Minas Gerais (+259 postos).

O setor do Comércio registrou o saldo negativo mais expressivo do mês de Maio/2018. Foram registradas 307.776 admissões e 319.695 desligamentos, implicando saldo de -11.919 postos de trabalho, equivalente à retração de -0,13% em relação ao mês anterior. Esse resultado foi impulsionado tanto pelo subsetor do Comércio Varejista (com saldo negativo de -9.710 postos formais, -0,13%) quanto pelo subsetor do Comércio Atacadista (-2.209 empregos, -0,14%).

A Indústria de Transformação apresentou o segundo maior saldo negativo no mês de Maio/2018. Foram registradas 204.480 admissões e 210.944 desligamentos, ocasionando saldo de -6.464 postos, correspondendo à queda de -0,09% sobre o mês anterior. Cinco subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e sete descreveram saldo negativo, a saber:

  • Indústria de Materiais de Transporte (+029 postos, +0,43%);
  • Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (+1.793 postos, +0,10%)
  • Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (+350 postos, +0,15%);
  • Indústria da Borracha, Fumo, Couros (+577 postos, +0,18%);
  • Indústria Mecânica (+167 postos, +0,03%);
  • Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos (-431 postos, -0,11%);
  • Indústria Metalúrgica (-545 postos, -0,09%);
  • Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (-834 postos, -0,24%);
  • Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (-1.006 postos, -0,42%); e
  • Indústria da Madeira e do Mobiliário (-1.392 postos, -0,33%);
  • Indústria de Calçados (saldo de -3.957 postos, -1,32%);
  • Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (-4.215 postos, -0,49%).

TERRITÓRIO

No recorte geográfico, verificou-se em Maio/2018 que quatro regiões apresentaram saldo de emprego positivo e uma região, saldo negativo:

  • Sudeste (+840 postos, +0,15%);
  • Nordeste (+10.710 postos, +0,17%);
  • Centro-Oeste (+3.962 postos, +0,12%);
  • Norte (+1.560 postos, +0,09%); e
  • Sul (-13.413 postos, -0,19%);

Dezesseis Unidades Federativas registraram variação positiva no saldo de emprego e onze, variação negativa.

Os maiores saldos de emprego ocorreram em:

  • Minas Gerais: saldo de +823 empregos, expansão de +0,50%;
  • São Paulo: saldo de +9.155 vínculos empregatícios (+0,08%);
  • Bahia: saldo de +5.935 empregos (+0,36%);
  • Espírito Santo: saldo de +5.001 empregos (+0,70%);
  • Maranhão: saldo de +2.075 vínculos empregatícios (+0,45%); e
  • Mato Grosso: saldo de +2.064 vínculos empregatícios (+0,31%).

Os menores saldos de emprego ocorreram em:

  • Rio Grande do Sul: saldo de -10.727 vínculos empregatícios, retração de -0,42%;
  • Santa Catarina: saldo de -4.484 empregos (-0,22%);
  • Rio de Janeiro: saldo de -3.139 vínculos empregatícios (-0,09%);
  • Amazonas: saldo de -1.211 empregos (-0,31%);
  • Paraíba: saldo de -703 empregos (-0,18%); e
  • Roraima: saldo de -358 vínculos empregatícios (-0,69%).

O estoque de emprego para o conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou 473.128 admissões e 474.486 desligamentos, com saldo de -1.358 empregos, equivalente à queda de -0,01%. Quatro Regiões Metropolitanas registraram saldo positivo de emprego, a saber: Belo Horizonte (+2.716 postos, +0,20%), São Paulo (+2.606 postos, +0,04%), Curitiba (+1.066 postos, +0,11%) e Fortaleza (+909 postos, +0,11%). Cinco Regiões Metropolitanas descreveram saldo negativo: Porto Alegre (-3.074 postos, -0,28%), Rio de Janeiro (-2.756 postos, -0,11%), Recife (-1.112 postos, -0,14%), Salvador (-1.033 postos, -0,13%) e Belém      (-680 postos, -0,20%).

O conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove Regiões Metropolitanas descreveu 485.981 admissões e 457.109 desligamentos, implicando saldo de +28.872 postos, correspondente à expansão de 0,21%. Houve crescimento do emprego celetista no interior de sete Unidades Federativas desse conjunto: Minas Gerais (+17.107 postos, +0,67%), Bahia (+6.968 postos, +0,80%), São Paulo (+6.549 postos, +0,12%), Pará (+2.689 postos, +0,72%), Pernambuco (+1.733 postos, +0,42%), Ceará (+1.130 postos, +0,36%) e Paraná (+732 postos, +0,04%). Registrou-se saldo negativo no interior de duas Unidades Federativas desse conjunto: Rio Grande do Sul (-7.653 postos, -0,53%) e Rio de Janeiro (-383 postos, -0,05%).

SALÁRIO

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Maio/2018 foi de R$1.527,11 e o salário médio de desligamento foi de R$1.684,34. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve queda de R$10,33 (-0,67%) no salário de admissão e de R$8,08 (-0,48%) no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior. Em relação a Maio/2017, registrou-se ganho real de R$48,55 (+3,28%) para o salário médio de admissão e de R$3,05 (+0,18%) para o salário de desligamento.

MODERNIZAÇÃO TRABALHISTA

A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entrou em vigor em 11 de novembro de 2017 e já pode ser mensurada pelas estatísticas do mercado de trabalho. Cabe destacar os seguintes resultados:

Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado

Em Maio de 2018, houve 14.576 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 10.537 estabelecimentos, em um universo de 10.089 empresas. Um total de 20 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Da perspectiva territorial, São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (4.247), seguido por Rio de Janeiro (1.603), Paraná (1.482), Rio Grande do Sul (1.163), Santa Catarina (1.141) e Minas Gerais (1.077).

Do ponto de vista setorial, os desligamentos por acordo distribuíram-se pelos Serviços (6.801 desligamentos), Comércio (3.733), Indústria de transformação (2.474), Construção Civil (927), Agropecuária (490), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (101), Extrativa Mineral (34) e Administração Pública (16).

Da perspectiva de gênero, 8.880 desligamentos por acordo foram realizados com homens (60,9%) e 5.696 com mulheres (39,1%).

Do ponto de vista etário, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com 30 a 39 anos (4.710 desligamentos, 32,3%), 25 a 29 anos (2.928 desligamentos, 20,1%), 18 a 24 anos (2.635 desligamentos, 18,1%), 40 a 49 anos (2.542 desligamentos, 17,4%), 50 a 64 anos (1.524 desligamentos, 10,5%), 65 anos ou mais (213 desligamentos, 1,5%) e até 17 anos (24 desligamentos, 0,2%).

Da perspectiva da escolaridade, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com Ensino médio (Completo/Incompleto) (9.004 desligamentos, 61,8%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (2.856 desligamentos, 19,6%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (2.716 desligamentos, 18,6%).

As dez principais ocupações envolvidas foram Vendedor de Comércio Varejista (848 desligamentos), Faxineiro (607), Auxiliar de Escritório, em Geral (517), Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais) (417), Assistente Administrativo (413), Alimentador de Linha de Produção (367), Operador de Caixa (352), Recepcionista, em Geral (317), Vigilante (294) e Porteiro de Edifícios (290).

Trabalho Intermitente

Em Maio de 2018, houve 4.385 admissões e 1.165 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.220 empregos, envolvendo 1.261 estabelecimentos, em um universo de 1.006 empresas. Um total de 25 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente foram São Paulo (1.067 postos), Espírito Santo (349), Minas Gerais (348), Paraná (330), Rio de Janeiro (238) e Santa Catarina (192).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (1.388 postos, 43,1%), Comércio (690 postos, 21,4%), Indústria de Transformação (613 postos, 19,0%), Construção Civil (498 postos, 15,5%), Agropecuária (22 postos, 0,7%), SIUP (11, 0,3%) e Extrativa Mineral (1 posto, 0,0%). O setor da Administração Pública registrou três desligamentos na modalidade de trabalho intermitente.

Da perspectiva de gênero, o saldo de empregos dos trabalhadores intermitentes distribuiu-se entre 2.210 postos ocupados por homens (68,6%) e 1.010 postos ocupados por mulheres (31,4%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com 30 a 39 anos (936 postos, 29,1%), 18 a 24 anos (884 postos, 27,5%), 25 a 29 anos (612 postos, 19,0%), 40 a 49 anos (502 postos, 15,6%), 50 a 64 anos (268 postos, 8,3%), 65 anos ou mais (11 postos, 0,3%) e até 17 anos (7 postos, 0,2%).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (2.372 postos, 73,7%), empregados com até Ensino Fundamental Completo (516 postos, 16,0%) e empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (332 postos, 10,3%).

As dez principais ocupações segundo saldo de empregos foram Vigilante (193 postos), Atendente de Lojas e Mercados (161), Embalador, a Mão (147), Mecânico de Manutenção de Máquinas, em Geral (137), Recepcionista, em Geral (133), Assistente de Vendas (122), Soldador (117), Repositor de Mercadorias (106), Servente de Obras (99) e Vendedor de Comercio Varejista (96).

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Foram registradas 5.338 admissões em regime de tempo parcial e 3.357 desligamentos, gerando saldo de 1.981 empregos, envolvendo 3.266 estabelecimentos, em um universo de 2.879 empresas. Um total de 44 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial, sendo 37 empregados com jornada até 24 horas e 7 empregados com jornada acima de 24 horas.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego em regime de tempo parcial foram São Paulo (526 postos), Ceará (232), Rio de Janeiro (218), Paraná (186), Goiás (95) e Minas Gerais (92).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se por Serviços (1.094 postos), Comércio (630), Indústria de Transformação (159), Construção Civil (31), Administração Pública (31), SIUP (19), Agropecuária (13) e Extrativa Mineral (4).

Da perspectiva de gênero, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se entre 1.129 postos ocupados por mulheres (57,0%) e 852 postos ocupados por homens (43,0%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se pelos empregados entre 18 a 24 anos (854 postos, 43,1%), 30 a 39 anos (386 postos, 19,5%), 25 a 29 anos (348 postos, 17,6%), 40 a 49 anos (226 postos, 11,4%), até 17 anos (134 postos, 6,8%), 50 a 64 anos (40 postos, 2,0%). A faixa etária 65 anos ou mais descreveu saldo negativo de sete postos.

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (1.399 postos, 70,6%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (458 postos, 23,1%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (124 postos, 6,3%).

As dez principais ocupações segundo saldo de emprego em regime de tempo parcial foram Repositor de Mercadorias (219), Operador de Caixa (136), Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo (136), Vendedor de Comércio Varejista (95), Auxiliar de Escritório, em Geral (90), Vigilante (75), Atendente de Lanchonete (55), Cozinheiro Geral (52), Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental (Primeira à Quarta Série) (50) e Assistente Administrativo (47).

 

Confira os dados aqui.

 

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