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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de abril de 2018

Publicado: Sexta, 18 de Maio de 2018, 13h30 | Última atualização em Terça, 03 de Julho de 2018, 18h14 | Acessos: 260

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o estoque de emprego formal no Brasil apresentou expansão em Abril de 2018. O acréscimo foi de +115.898 postos de trabalho, equivalente à variação de +0,30% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.305.225 admissões e de 1.189.327 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de +336.855 empregos, representando variação de +0,89%. Nos últimos doze meses, verificou-se acréscimo de +283.118 postos de trabalho, correspondente à variação de +0,75%.

 

SETOR DE ATIVIDADE

Em termos setoriais, houve crescimento nos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de Serviços (+64.237 postos), Indústria de Transformação (+24.108 postos), Construção Civil (+14.394 postos), Comércio (+9.287 postos), Agropecuária (+1.591 postos), Administração Pública (+980 postos), Extrativa Mineral (+720 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (+581 postos).

O setor de Serviços foi o principal destaque de Abril/2018. Foram registradas 547.200 admissões e 482.963 desligamentos, ocasionando saldo de +64.237 postos, correspondendo ao crescimento de +0,38% sobre o mês anterior. Todos subsetores apresentaram saldo positivo de emprego, a saber:

  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (saldo de +461 postos, +0,35%);
  • Transportes e comunicações (+837 postos, +0,70%);
  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (+495 postos, +0,20%);
  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+914 postos, +0,52%);
  • Ensino (+607 postos, +0,55%); e
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (+923 postos, +0,14%).

A Indústria de Transformação apresentou o segundo maior saldo positivo no mês de Abril/2018. Foram registradas 228.835 admissões e 204.727 desligamentos, ocasionando saldo de +24.108 postos, correspondendo ao crescimento de +0,33% sobre o mês anterior. Oito subsetores apresentaram saldo positivo de emprego e quatro descreveram saldo negativo, a saber:

  • Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (+763 postos, +0,99%);
  • Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (+820 postos, +0,42%)
  • Indústria da Borracha, Fumo, Couros (+779 postos, +0,86%);
  • Indústria de Materiais de Transporte (+669 postos, +0,57%);
  • Indústria da Madeira e do Mobiliário (+570 postos, +0,38%);
  • Indústria Metalúrgica (+834 postos, +0,14%);
  • Indústria Mecânica (+571 postos, +0,11%);
  • Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos (+528 postos, +0,13%);
  • Indústria de Calçados (saldo de -132 postos, -0,04%);
  • Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (-352 postos, -0,10%);
  • Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (-451 postos, -0,19%); e
  • Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (-491 postos, -0,06%).

O setor da Construção Civil registrou o terceiro saldo positivo mais expressivo do mês de Abril/2018. Foram registradas 116.152 admissões e 101.758 desligamentos, implicando saldo de +14.394 postos de trabalho, equivalente à expansão de +0,71% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que influenciaram o resultado do setor foram:

  • Construção de Edifícios (+7.010 postos), especialmente em Minas Gerais (+2.276 postos) e São Paulo (+1.406 postos);
  • Construção de Rodovias e Ferrovias (+2.581 postos), especialmente em Minas Gerais (+694 postos) e Bahia (+414 postos);
  • Serviços Especializados para Construção não Especificados Anteriormente (+1.845 postos), especialmente em São Paulo (+847 postos); e
  • Instalações Elétricas (+317 postos), especialmente em São Paulo (+633 postos).

O setor do Comércio registrou o quarto saldo positivo mais expressivo do mês de Abril/2018. Foram registradas 316.641 admissões e 307.354 desligamentos, implicando saldo de +9.287 postos de trabalho, equivalente à expansão de +0,10% em relação ao mês anterior. Esse resultado foi impulsionado tanto pelo subsetor do Comércio Varejista (com saldo positivo de +8.790 postos formais, +0,12%) quanto pelo subsetor do Comércio Atacadista (+497 empregos, +0,03%).

A Agropecuária registrou o quinto saldo positivo mais expressivo do mês de Abril/2018.  Houve 81.081 admissões e 79.490 desligamentos, implicando saldo de +1.591 empregos, equivalente à expansão de +0,10% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que influenciaram o resultado do setor foram:

  • Cultivo de Café (+845 postos), especialmente em Minas Gerais (+2.871 postos) e na Bahia (+1.221 postos);
  • Cultivo de Cana-De-Açúcar (+165 postos), especialmente em São Paulo (+2.412 postos) e Goiás (+1.355 postos);
  • Produção de Sementes Certificadas (+158 postos), especialmente em Minas Gerais (+921 postos) e Goiás (+816 postos); e
  • Atividades de Apoio à Agricultura (+073 postos), especialmente em Goiás (+588 postos) e Mato Grosso (+440 postos).

 

TERRITÓRIO

No recorte geográfico, verificou-se em Abril/2018 que as cinco regiões apresentaram saldo de emprego positivo:

  • Sudeste (+074 postos, +0,39%);
  • Centro-Oeste (+769 postos, +0,50%);
  • Sul (+298 postos, +0,19%);
  • Nordeste (+447 postos, +0,07%); e
  • Norte (+310 postos, +0,25%).

Vinte e duas Unidades Federativas registraram variação positiva no saldo de emprego e cinco, variação negativa.

Os maiores saldos de emprego ocorreram em:

  • São Paulo: saldo de +44.426 empregos, expansão de +0,37%;
  • Minas Gerais: saldo de +563 vínculos empregatícios (+0,60%);
  • Paraná: saldo de +228 empregos (+0,36%);
  • Goiás: saldo de +791 empregos (+0,73%);
  • Rio de Janeiro: saldo de +320 vínculos empregatícios (+0,22%); e
  • Santa Catarina: saldo de +322 vínculos empregatícios (+0,27%).

Os menores saldos de emprego ocorreram em:

  • Alagoas: saldo de -2.565 vínculos empregatícios, retração de -0,78%;
  • Rio Grande do Sul: saldo de -1.252 empregos (-0,05%);
  • Pernambuco: saldo de -270 vínculos empregatícios (-0,02%);
  • Amazonas: saldo de -233 empregos (-0,06%);
  • Rio Grande do Norte: saldo de -123 empregos (-0,03%); e
  • Roraima: saldo de +109 vínculos empregatícios (+0,21%).

O estoque de emprego para o conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou 486.985 admissões e 451.905 desligamentos, com saldo de +35.080 empregos, equivalente ao crescimento de 0,23%. Seis Regiões Metropolitanas registraram saldo positivo de emprego, a saber: São Paulo (+17.943 postos, +0,29%), Belo Horizonte (+8.017 postos, +0,58%), Rio de Janeiro (+5.694 postos, +0,23%), Curitiba (+2.804 postos, +0,29%), Fortaleza (+2.520 postos, +0,31%) e Belém (+610 postos, +0,18%). Três Regiões Metropolitanas descreveram saldo negativo: Salvador (-2.117 postos, -0,26%), Porto Alegre (-286 postos, -0,03%) e Recife (-105 postos, -0,01%).

O conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove Regiões Metropolitanas descreveu 498.344 admissões e 442.562 desligamentos, implicando saldo de +55.782 postos, correspondente à expansão de 0,40%. Houve crescimento do emprego celetista no interior de sete Unidades Federativas desse conjunto: São Paulo (+26.483 postos, +0,47%), Minas Gerais (+15.546 postos, +0,61%), Paraná (+6.424 postos, +0,40%), Bahia (+4.093 postos, +0,47%), Pará (+2.163 postos, +0,59%), Rio de Janeiro (+1.626 postos, +0,20%) e Ceará (+578 postos, +0,19%). Registrou-se saldo negativo no interior de duas Unidades Federativas desse conjunto: Rio Grande do Sul (-966 postos, -0,07%) e Pernambuco (-165 postos, -0,04%).

SALÁRIO

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Abril/2018 foi de R$1.532,73 e o salário médio de desligamento foi de R$1.688,34. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve aumento de R$18,47 (+1,22%) no salário de admissão e crescimento de R$24,92 (+1,50%) no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior. Em relação a Abril/2017, registrou-se ganho real de R$40,53 (+2,72%) para o salário médio de admissão e queda real de R$-12,98 (-0,76%) para o salário de desligamento.

 

MODERNIZAÇÃO TRABALHISTA

A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entrou em vigor em 11 de novembro de 2017 e já pode ser identificada nas estatísticas do mercado de trabalho, ainda que de forma incipiente. Cabe destacar os seguintes resultados:

Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado

Em Abril de 2018, houve 12.256 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 9.456 estabelecimentos, em um universo de 9.044 empresas. Um total de 14 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Da perspectiva territorial, São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (3.636), seguido por Paraná (1.333), Minas Gerais (1.150), Rio de Janeiro (1.078), Santa Catarina (966) e Rio Grande do Sul (949).

Do ponto de vista setorial, os desligamentos por acordo distribuíram-se pelos Serviços (5.691 desligamentos), Comércio (3.066), Indústria de transformação (2.160), Construção Civil (737), Agropecuária (479), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (73), Extrativa Mineral (29) e Administração Pública (21).

As dez principais ocupações envolvidas foram Vendedor de Comércio Varejista (730 desligamentos), Auxiliar de Escritório, em Geral (478), Assistente Administrativo (405), Faxineiro (404), Alimentador de Linha de Produção (363), Operador de Caixa (330), Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais) (283), Vigilante (270), Porteiro de Edifícios (267) e Cozinheiro Geral (202).

Da perspectiva de gênero, 7.447 desligamentos por acordo foram realizados com homens (60,8%) e 4.809 com mulheres (39,2%).

Do ponto de vista etário, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com 30 a 39 anos (3.970 desligamentos, 32,4%), 25 a 29 anos (2.457 desligamentos, 20,0%), 18 a 24 anos (2.384 desligamentos, 19,5%), 40 a 49 anos (2.078 desligamentos, 17,0%), 50 a 64 anos (1.191 desligamentos, 9,7%), 65 anos ou mais (152 desligamentos, 1,2%) e até 17 anos (24 desligamentos, 0,2%).

Da perspectiva da escolaridade, os desligamentos mediante acordo dividiram-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (7.663 desligamentos, 62,5%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (2.481 desligamentos, 20,2%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (2.112 desligamentos, 17,2%).

 

Trabalho Intermitente

Em Abril de 2018, houve 4.523 admissões e 922 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.601 empregos, envolvendo 1.166 estabelecimentos, em um universo de 1.013 empresas. Um total de 17 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente foram São Paulo (1.062 postos), Minas Gerais (687), Rio de Janeiro (519), Espírito Santo (208), Goiás (178) e Paraná (130).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (1.580 postos, 43,9%), Construção Civil (879, 24,4%), Comércio (564, 15,7%), Indústria da Transformação (500, 13,9%), Agropecuária (68, 1,9%), SIUP (5, 0,1%) e Extrativa Mineral (5, 0,1%). O setor da Administração Pública não registrou admissões ou desligamentos na modalidade de trabalho intermitente.

As dez principais ocupações segundo saldo de emprego foram Atendente de Lojas e Mercados (313 postos), Servente de Obras (202), Vigilante (126), Faxineiro (124), Mecânico de Manutenção de Equipamentos de Mineração (124), Alimentador de Linha de Produção (113), Garçom (108), Soldador (99), Vendedor de Comércio Varejista (92) e Pedreiro (80).

Da perspectiva de gênero, o saldo de empregos dos trabalhadores intermitentes distribuiu-se entre 2.371 postos ocupados por homens (65,8%) e 1.230 postos ocupados por mulheres (34,2%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com 30 a 39 anos (1.657 postos, 46,0%), até 29 anos (1.553 postos, 43,1%) e 50 anos ou mais (391 postos, 10,9%).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego dos trabalhadores intermitentes dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (2.664 postos, 74,0%), empregados com até Ensino Fundamental Completo (551 postos, 15,3%) e empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (386 postos, 10,7%).

 

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Foram registradas 5.762 admissões em regime de tempo parcial e 3.208 desligamentos, gerando saldo de 2.554 empregos, envolvendo 3.533 estabelecimentos, em um universo de 3.243 empresas. Um total de 49 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial, sendo 32 empregados com jornada até 24 horas e 17 empregados com jornada acima de 24 horas.

Da perspectiva territorial, as UFs com maior saldo de emprego em regime de tempo parcial foram São Paulo (390 postos), Ceará (388), Santa Catarina (286), Minas Gerais (207), Rio de Janeiro (165) e Rio Grande do Norte (163).

Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se por Serviços (1.665 postos), Comércio (547), Indústria da Transformação (204), Construção Civil (95), Administração Pública (21), Agropecuária (20), Extrativa Mineral (2) e SIUP (0).

As dez principais ocupações segundo saldo de emprego em regime de tempo parcial foram Professor de Ensino Superior na Área de Didática (182),  Vendedor de Comércio Varejista (152), Auxiliar de Escritório, em Geral (125), Faxineiro (103), Operador de Caixa (91), Repositor de Mercadorias (75), Agente de Pátio (65), Professor de Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental (1ª. a 4ª. série) (57), Empregada Doméstica nos Serviços Gerais (55) e Vigilante (50).

Da perspectiva de gênero, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se entre 1.498 postos ocupados por mulheres (58,7%) e 1.056 postos ocupados por homens (41,3%).

Do ponto de vista etário, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se entre empregados até 29 anos (1.421 postos, 55,6%), 30 a 49 anos (1.009 postos, 39,5%) e 50 anos ou mais (124 postos, 4,9%).

Da perspectiva da escolaridade, o saldo de emprego em regime de tempo parcial dividiu-se entre empregados com Ensino Médio (Completo/Incompleto) (1.397 postos, 54,7%), empregados com Ensino Superior (Completo/Incompleto) (949 postos, 37,2%) e empregados com até Ensino Fundamental Completo (208 postos, 8,1%).

 

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