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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de dezembro 2017

Publicado: Terça, 30 de Janeiro de 2018, 10h25 | Última atualização em Terça, 30 de Janeiro de 2018, 10h25 | Acessos: 551

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o estoque de emprego
formal no Brasil apresentou retração em Dezembro de 2017. O decréscimo foi de -328.539 postos de
trabalho, equivalente à variação de -0,85% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado
decorreu de 910.586 admissões e de 1.239.125 desligamentos. A retração de dezembro de 2017 foi
significativamente menor que a verificada em dezembro de 2016 (-462.366) e dezembro de 2015
(-596.208), na comparação da série sem ajustes. Como sabido, o mês de dezembro apresenta forte
sazonalidade negativa decorrente da entressafra agrícola, término do ciclo escolar, redução dos
estoques na indústria de transformação e paralisação de obras, em razão do período de chuvas em
grande parte do território nacional.
Nos últimos 12 meses, houve perda de -20.832 postos de trabalho, o equivalente a uma queda de
–0,05% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Para os padrões do CAGED, esta redução no
ano de 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego. Nos anos de 2016 e 2015,
considerando a série com ajuste, houve perdas de -1.326.558 e -1.534.989, respectivamente. Estes
resultados indicam a reversão da tendência de retração do mercado de trabalho formal do País.

RESULTADOS ACUMULADOS NO ANO DE 2017
(As comparações com os anos de 2016 e 2015 referem-se à série com ajuste, que inclui as
declarações fora de prazo)
Setores de Atividade
Comércio: liderou a geração de empregos com saldo positivo de 40.087 novos postos de
trabalho, representando reversão da tendência verificada nos anos de 2016 e 2015, quando
foram registradas perdas de -197.495 e -212.756, respectivamente.
Agropecuária: encerrou o ano com saldo positivo de 37.004 postos, revertendo resultado
negativo ocorrido em 2016 (-14.193).
Serviços: registrou saldo positivo de 36.945 postos, interrompendo tendência de queda
observada em 2016 e 2015 (-392.574 e -267.927, respectivamente).
Construção Civil: encerrou o ano com saldo negativo de 103.968, uma queda bem inferior à
verificada nos dois anos anteriores (-361.874.em 2016 e -416.689, em 2015).
Indústria de Transformação: apresentou redução de -19.900 postos, uma retração
significativamente menor que a observada nos dois anos anteriores (-324.150.em 2016 e -
612.209.em 2015)

Regiões:
As Regiões Centro Oeste e Sul apresentaram saldo positivo de emprego, da ordem de 36.823
e 33.395 postos de trabalho, respectivamente, revertendo os resultados negativos
verificados em 2016 e 2015, respectivamente -66.410 e -64.887, na Região Centro Oeste, e -
147.191 e -229.042, na Região Sul.
As demais Regiões apresentaram saldos negativos: Sudeste (-76.600 postos), Nordeste
(-14.424 postos) e Norte (-26 postos). Nos anos de 2016 e 2015 os saldos negativos foram
bem mais expressivos: respectivamente, Sudeste (-791.309 e -892.689), Nordeste (-242.659
e -251.260) e Norte (-78.989 e -97.111).
Unidades da Federação:
Do total das 27 Unidades da Federação, em 15 delas houve saldo positivo de emprego, com
destaque para Santa Catarina (29.441 postos), Goiás (25.370 postos), Minas Gerais (24.296
postos), Mato Grosso (15.985 postos) e Paraná (12.127 postos). Comparando-se com os dois
anos anteriores, observa-se que nessas Unidades os saldos foram negativos: em Santa
Catarina (-32.769, em 2016 e –58.639, em 2015), Goiás (-19.327, em 2016 e -23.731, em
2015), Minas Gerais (-118.015, em 2016 e -196.576, em 2015), Mato Grosso (-17.900, em
2016 e -14.551, em 2015) e Paraná (-60.921, em 2016 e -76.162, em 2015).
Em 12 Unidades Federativas verificaram-se saldos negativos, sendo mais expressivos no Rio
de Janeiro (-92.192 postos), Alagoas (-8.255 postos), Rio Grande do Sul (-8.173 postos), Pará
(-7.412 postos) e São Paulo (-6.651 postos). Nos dois anos anteriores, os resultados negativos
nessas Unidades foram, de modo geral, bem mais expressivos: Rio de Janeiro (-238.528, em
2016 e -183.151, em 2015), Alagoas (-11.559, em 2016 e -4.303, em 2015) Rio Grande do Sul
(-53.501, em 2016 e -94.241, em 2015) Pará (-39.432, em 2016 e -36.387, em 2015) e São
Paulo (-396.852, em 2016 e -468.127, em 2016).
Atributos Pessoais:
Faixa Etária: houve saldo positivo de empregos formais para os mais jovens: empregados
com 18-24 anos (saldo de 652.734 postos) e com até 17 anos (171.185 postos). As faixas
etárias com maiores saldos negativos foram 50 a 64 anos (-379.930 postos), 40 a 49 anos (-
206.624 postos) e 30 a 39 anos (-187.546 postos).
Gênero: houve saldo positivo de 21.694 empregos formais para homens, ao passo que as
mulheres experimentaram saldo negativo de 42.526 postos.
Escolaridade: o saldo de emprego foi positivo para os empregados com Ensino Médio
Completo (302.946 postos), Superior Completo (35.406 postos) e Superior Incompleto
(24.201 postos). O saldo negativo concentrou-se principalmente nos empregados com Ensino
Fundamental Incompleto (-188.877 postos), Ensino Fundamental Completo (-139.546 postos)
e Ensino Médio Incompleto (-54.163 postos).
Raça/cor: houve saldo positivo de emprego para os empregados de cor preta (30.654 postos)
e parda (59.639 postos) e verificou-se saldo negativo para trabalhadores de cor branca
(-322.669 postos), amarela (-12.093 postos) e indígena (-2.225 postos). Uma parte expressiva

de trabalhadores optou por não se auto classificar no quesito raça/cor, razão pela qual parte
do saldo positivo não possui a identificação desse quesito (225.862)
Ocupação: em 2017, as dez ocupações que lideraram a geração de empregos formais foram
Alimentador de Linha de Produção (90.279 postos), Faxineiro (34.337 postos), Atendente de
Lojas e Mercados (26.949 postos), Embalador a Mão (26.642 postos), Auxiliar de Escritório
(23.251 postos), Repositor de Mercadorias (21.487 postos), Trabalhador no Cultivo de
Árvores Frutíferas (20.693 postos), Auxiliar nos Serviços de Alimentação (18.772 postos),
Recepcionista (18.193 postos) e Atendente de Lanchonete (16.851 postos). Por outro lado, as
dez ocupações que obtiveram maiores saldos negativos de emprego foram Pedreiro (-31.818
postos), Supervisor Administrativo (-26.983 postos), Gerente Administrativo (-22.826
postos), Vigilante (-17.115 postos), Gerente de Loja e Supermercado (-12.966 postos),
Gerente Comercial (-12.134 postos), Mestre de Obras (-10.916 postos), Cozinheiro Geral (-
10.857 postos), Motorista de Carro de Passeio (-9.878 postos) e Gerente de Vendas (-9.198
postos).

RESULTADOS NO MÊS DE DEZEMBRO DE 2017
(As comparações com os meses de dezembro de 2016 e 2015 referem-se à série sem ajuste, que não
inclui as declarações fora de prazo)
Setores de Atividade
Comércio: verificou-se crescimento do emprego celetista, com saldo positivo de 6.285
postos de trabalho em decorrência de 297.340 admissões e 291.055 desligamentos,
implicando expansão de 0,07% sobre o mês anterior. Esse resultado foi impulsionado pelo
subsetor do Comércio Varejista (saldo positivo de 12.031 postos). Comparando-se com
dezembro de 2016 e 2015, verifica-se que nesses anos os saldos no Comércio foram bem
mais negativos (-18.973 e -38.697 postos, respectivamente).
Indústria de Transformação: apresentou saldo negativo em dezembro/2017, com -110.255
postos, decorrente de 110.513 admissões e 220.768 desligamentos, sinalizando retração de -
1,5% sobre o mês anterior. Em dezembro de 2016 e 2015 o saldo negativo foi maior (-
130.599 e -192.833, respectivamente). Em dezembro de 2017, ocorreu retração em todos os
subsetores da indústria, em especial na Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool
etílico (-26.511 postos); Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (-20.798 postos);
Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (-15.056 postos); e
Indústria de calçados (-14.399 postos).
Serviços: segundo maior saldo negativo do mês com -107.535 postos, correspondente à
retração de -0,64% sobre o mês anterior, resultado de 386.883 admissões e 494.418
desligamentos. Em dezembro de 2016 e 2015, verificaram-se saldos negativos de 157.654 e
de 180.941 postos, respectivamente. Os seis subsetores apresentaram saldo negativo de
emprego em dezembro de 2017, em particular o subsetor de ensino (-60.402 postos) e o

subsetor de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico (-
19.434 postos).
Construção Civil: apresentou resultado negativo de-52.157 postos, equivalente à retração de
-2,39% em relação ao mês anterior, resultado de 66.193 admissões e 118.350 desligamentos.
Em dezembro de 2016 houve saldo negativo de -82.567 e em dezembro de 2015, -102.660.
Em dezembro de 2017, quatro classes de atividade apresentaram saldo negativo, com
destaque para Construção de Edifícios (-21.866 postos) e Construção de Rodovias e Ferrovias
(-9.726 postos).
Agropecuária: registrou saldo negativo de -44.339 postos, uma retração de -2,76% sobre o
mês anterior, resultado de 42.137 admissões e 86.476 desligamentos. Em dezembro de 2016
e 2015 os saldos foram mais negativos, -48.265 e -58.853 postos, respectivamente. Em
dezembro de 2017, as classes de atividade que mais contribuíram para o resultado negativo
foram Cultivo de Cana-De- Açúcar (-9.032 empregos), Atividades de Apoio à Agricultura (-
4.954 postos) e Cultivo de Frutas de Lavoura Permanente, Exceto Laranja e Uva (saldo de -
4.882 empregos).
Regiões
Verificou-se retração do nível de emprego em todas as cinco regiões, por ordem: Sudeste (-174.396),
Sul (-72.740), Centro Oeste (-34.808), Nordeste (-34.332) e Norte (-12.263). Em dezembro dos anos
de 2016 e 2015, os saldos de emprego foram também negativos, mas com maior intensidade,
respectivamente no Sudeste (-258.399 e -329.496), Sul (-85.529 e -114.458), Centro Oeste (-41.248 e
-54.592), Nordeste (-56.401 e -68.007) e Norte (-20.789 e -29.653).
Unidades da Federação
A totalidade de Unidades Federativas registrou variação negativa no nível de emprego, com
destaque para:
São Paulo: retração de -0,97%, com saldo de -116.391 empregos, motivado principalmente
pelo desempenho dos Serviços (-46.659 postos), Indústria de Transformação (-35.186 postos) e
da Agropecuária (-14.337 postos). Em dezembro de 2016 e 2015, os saldos foram
respectivamente de -159.280 e -213.330 postos de trabalho.
Minas Gerais: retração de -0,92%, com saldo de -36.446 vínculos empregatícios, motivada
principalmente pelo desempenho negativo da Indústria de Transformação (-11.851 postos),
Serviços (-10.809 postos) e Construção Civil (-7.260 postos), apesar de apresentar saldo
positivo no Comércio (+1.131 postos). Em dezembro de 2016 e 2015, os saldos foram
respectivamente de -51.823 e -65.249 postos.

Rio Grande do Sul: retração de 1,0%, com saldo de -25.459 empregos, decorrente
principalmente do desempenho da Indústria de Transformação (-13.312 postos), Serviços (-
5.101 postos) e Agropecuária (-4.761 postos), apesar de apresentar saldo positivo no Comércio
(+1.464 postos). Em dezembro de 2016 e 2015, os saldos foram respectivamente de -28.743 e
-34.372 postos.
Paraná: retração de 0,96%, com saldo de -25.003 empregos, motivada em particular pelo
desempenho negativo da Indústria de Transformação (-10.499 postos), Serviços (-7.471 postos)
e Construção Civil (-3.880 postos). Em dezembro de 2016 e 2015, os saldos foram
respectivamente de -30.457 e -45.115 postos.
Santa Catarina: retração de 1,12%, com saldo de -22.278 vínculos empregatícios, motivada em
especial pelo desempenho da Indústria de Transformação (-15.182 postos), Administração
Pública (-4.069 postos) e Construção Civil (-3.043 postos), apesar de apresentar saldo positivo
no Comércio (+2.865 postos). Em dezembro de 2016 e 2015, os saldos foram respectivamente
de -26.329 e -34.971 postos.
Rio de Janeiro: retração de 0,46%, com saldo de -15.578 vínculos empregatícios, decorrente
principalmente dos resultados negativos nos Serviços (-11.108 postos), Indústria de
Transformação (-3.003 postos) e Construção Civil (-2.896 postos), apesar de apresentar saldo
positivo no Comércio (+2.253 postos). Em dezembro de 2016 e 2015, os saldos foram
respectivamente de -39.846 e -40.071 postos.
Regiões Metropolitanas
O estoque de emprego para o conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou queda de 0,58%,
equivalente à perda de 88.698 postos de trabalho. Todas as Regiões Metropolitanas registraram
saldo negativo de emprego, com destaque para São Paulo (-43.212 postos, retração de -0,68%), Rio
de Janeiro (-12.902 postos, -0,50%), Porto Alegre (-8.994 postos, -0,80%) e Belo Horizonte (-8.814
postos, -0,63%). Em dezembro de 2016, os respectivos saldos de emprego foram mais negativos: São
Paulo (-61.924), Rio de Janeiro (-32.705), Porto Alegre (-9.866) e Belo Horizonte (-14.327).
Desligamento por Acordo
Em dezembro de 2017, registrou-se 5.841 desligamentos mediante acordo entre empregador e
empregado, realizados por 4.249 estabelecimentos. O estado de São Paulo apresentou a maior
quantidade de Acordos (1.770), seguido por Paraná (633) e Rio Grande do Sul (551). Do ponto de
vista setorial, os Acordos concentraram-se nos Serviços (2.949) e Comércio (1.350). Da perspectiva
dos atributos pessoais, os desligamentos por acordo concentraram-se em homens (57,9%), na faixa
etária 30-49 anos (50,6%) e na escolaridade em nível médio completo (58,1%).
Contrato de Trabalho Intermitente
Foram realizadas 2.851 admissões e 277 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente,
envolvendo 933 estabelecimentos, gerando um saldo positivo de 2.574 oportunidade de trabalho. As
contratações concentraram-se no Comércio (1.530) e nos Serviços (791). O maior número de

admissões foi registrada em São Paulo (898) e Minas Gerais (467). As principais ocupações com
admissões em regime de trabalho intermitente foram Assistente de Vendas (1.248), Servente de
Obras (86), Vigilante (82) e Garçom (80). Em termos de atributos pessoais, as admissões
concentraram-se em mulheres (60%), na faixa etária até 29 anos (59%) e no ensino médio completo
(83%).
Trabalho por Tempo Parcial
Nesta modalidade de contrato foram registradas 2.328 admissões e 3.332 desligamentos, gerando
saldo negativo de -1.004 empregos. A maior quantidade de admissões foi registrada em São Paulo
(373), Ceará (286) e Minas Gerais (220). Do ponto de vista setorial, as admissões concentraram-se
nos Serviços (1.339) e no Comércio (734). As ocupações mais demandadas foram Assistente de
Vendas (saldo de 84 empregos), Servente de Obras (saldo de 59 empregos) e Garçom (saldo de 52
empregos). Do ponto de vista dos atributos pessoais, as admissões concentraram-se nas mulheres
(52%), na faixa etária até 29 anos (57%) e no ensino médio completo (67%).

SALÁRIOS DE CONTRATAÇÃO E DEMISSÃO
Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Dezembro de 2017 foi de
R$1.476,35 e o salário médio de demissão de R$1.701,51. Em termos reais (valores deflacionados
pelo INPC), houve crescimento de R$4,99 (+0,34%) no salário de admissão e de R$25,16 (+1,50%) no
salário de desligamento, em comparação aos salários do mês de Novembro de 2017. Em relação a
Dezembro/2016, o ganho real foi de R$45,41 (+3,17%) para o salário de admissão e perda de R$-
26,29 (-1,52%) para o salário de desligamento.

Maiores informações sobre o perfil dessas movimentações encontram-se na Apresentação dos resultados do mês.

Fonte:  Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho - PDET - CGET/DES/SPPE/MTb

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