Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de novembro 2017
Início do conteúdo da página

Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de novembro 2017

Publicado: Terça, 02 de Janeiro de 2018, 15h18 | Última atualização em Terça, 02 de Janeiro de 2018, 15h19 | Acessos: 354

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o estoque de emprego formal no Brasil apresentou retração em Novembro de 2017. O decréscimo foi de -12.292 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.111.798 admissões e de 1.124.090 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 299.635 empregos, representando expansão de 0,78% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Nos últimos doze meses, verificou-se redução de -178.528 postos de trabalho, correspondente à retração de -0,46% no contingente de empregados celetistas do País em relação a Novembro de 2016.

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que apenas o Comércio apresentou crescimento no nível de emprego, com saldo positivo de 68.602 postos de trabalho. Por outro lado, apresentaram saldos negativos os setores da Indústria de Transformação (-29.006 postos), Construção Civil (-22.826 postos), Agropecuária (-21.761 postos), Serviços (-2.972 postos), Administração Pública (-2.360 postos), Extrativa Mineral (-1.155 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (-814 postos).

No setor do Comércio o saldo positivo de 68.602 postos de trabalho resultou de 342.198 admissões e 273.596 desligamentos. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo subsetor do Comércio Varejista (com saldo positivo de 65.924 postos formais), seguido do subsetor do Comércio Atacadista (2.678 empregos).

A Indústria de Transformação teve o principal resultado negativo de Novembro/2017. Registrou saldo de -29.006 empregos, decorrente de 163.011 admissões e 192.017 desligamentos, sinalizando retração de -0,39% sobre o mês anterior. Verificou-se expansão em dois subsetores:

Indústria do material de transporte (+414 postos)
Indústria metalúrgica (+226 postos);

Os demais oito subsetores que compõem a atividade industrial registraram retração, principalmente:

Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (-8.615 postos);
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (-6.901 postos);
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (-5.934 postos );
Indústria de calçados (-4.802 postos);

No setor da Construção Civil ocorreram 91.776 admissões e 114.602 desligamentos, gerando saldo negativo de -22.826 postos de trabalho, equivalente à retração de -1,04% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que impactaram o saldo negativo do setor foram:

Construção de Edifícios (-10.678 postos), especialmente em São Paulo (-3.224 postos) e Minas Gerais (-2.221 postos);
Construção de Rodovias e Ferrovias (-6.067 postos), especialmente na Bahia (-1.345 postos) e Mato Grosso (-1.126);
Obras de Acabamento (-1.717 postos), especialmente em São Paulo (-665 postos) e Minas Gerais (-226 postos).

No Setor da Agropecuária houve 60.762 admissões e 82.523 desligamentos, implicando saldo negativo de -21.761 empregos, representando retração de -1,34% sobre o mês anterior. As principais classes de atividade da Agropecuária que possuíram saldo negativo de emprego foram:

Cultivo de Cana-De-Açúcar (-8.397 postos), especialmente em São Paulo (-3.907 postos), Goiás (-1.115 postos) e Maranhão (-1.630 empregos);
Atividades de Apoio à Agricultura (-5.373 postos), em particular em São Paulo (-2.845 postos), Minas Gerais (-1.479 postos) e Mato Grosso (-714 postos); e
Cultivo de Uva (-2.534 postos), em particular Pernambuco (-2.260 postos) e Bahia (-173 postos).

O setor de Serviços apresentou saldo negativo no mês de Novembro/2017. Foram registradas 445.079 admissões e 448.051 desligamentos, ocasionando saldo de -2.972 postos. Entretanto, houve saldo positivo no subsetor de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos (10.431 postos). Os saldos negativos ocorreram principalmente nos subsetores:

Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (-8.524 postos);
Ensino (-5.717 postos);

Região

No recorte geográfico, verificou-se que duas regiões apresentaram crescimento do nível de emprego em Novembro/2017, a saber:

Sul (15.181 postos, +0,21%); e
Nordeste (3.758 postos, +0,06%).

As demais Regiões registraram saldo negativo de emprego:

Sudeste (-16.421postos, -0,08%);
Centro Oeste (-14.412 postos, -0,45%); e
Norte (-398 postos, -0,02%).

Cerca de metade das Unidades da Federação (13) apresentaram variação positiva no saldo de empregos, com destaque para:

Rio Grande do Sul: crescimento de 0,35%, com saldo de 8.753 empregos, motivada pela expansão do Comércio (+4.567 postos), Agropecuária (+3.973) e Serviços (+2.031);
Santa Catarina: crescimento de 0,25%, com saldo de 4.995 vínculos empregatícios, motivada pela expansão do Comércio (+ 5.090 postos), Serviços (+1.592 postos) e Agropecuária (+908 postos);
Rio de Janeiro: crescimento de 0,09%, com saldo de 3.038 vínculos empregatícios, ocasionados pelo saldo positivo de empregos no setor do Comércio (9.649 postos), apesar da queda nos setores de Serviços (-3.654 postos) e Construção Civil (-1.430 postos);

As demais quatorze Unidades Federativas apresentaram variação negativa no saldo de empregos, sendo as de maior queda:

São Paulo: retração de 0,15%, com saldo de -17.611 empregos. Houve saldo positivo no setor do Comércio (+16.341 postos) e negativo nos setores da Indústria de Transformação (-16.570 postos), Agropecuária (-7.362 postos) e Construção Civil (-5.865 postos);
Goiás: redução de -0,50%, com saldo de -6.163 empregos. Houve saldo positivo no setor do Comércio (+1,584 postos) e negativo nos setores da Agropecuária (-2.765 postos), Indústria de Transformação (-2.725 postos) e Construção Civil (-1.580 postos);
Mato Grosso: decréscimo de 0,87%, com saldo de -5.804 vínculos, ocasionado pela retração nos setores da Agropecuária (-3.185 postos), Construção Civil (-1.511 postos) e Serviços (-737 postos);

O estoque de emprego para o conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou aumento de +0,09%, equivalente ao ganho de 13.223 postos de trabalho. Oito Regiões Metropolitanas registraram saldo positivo de emprego, com destaque para Fortaleza (+3.139 postos, expansão de 0,37%), Recife (+2.576 postos, +0,32%) e Porto Alegre (2.003 postos, +0,18%). A única Região Metropolitana que apresentou saldo negativo foi São Paulo (-806 postos, retração de -0,01%).

Para o conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Regiões Metropolitanas, o saldo de emprego foi de -16.346 postos, ou -0,12%. Houve retração do emprego no interior de seis Unidades da Federação desse conjunto, com destaque para São Paulo (-16.596 postos, decréscimo de -0,29%), Minas Gerais (-3,095 postos, -0,12%), Bahia (2,518 postos, 0,29%) e Pernambuco (-2,295 postos, -0,52%). Houve expansão do emprego no interior de três Unidades da Federação: Rio Grande do Sul (6.829 postos, +0,48%), Rio de Janeiro (+1.188 postos, +0,14%) e Paraná (551 postos, 0,03%).

Salários

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Novembro de 2017 foi de R$1.470,08 e o salário médio de demissão foi de R$1.675,58. Em termos reais (deflacionado pelo INPC) houve aumento de R$5,65 (+0,39%) no salário de admissão e de R$0,31 (+0,02%) no salário de demissão, em comparação aos salários do mês de Outubro de 2017. Nos últimos 12 meses, os ganhos reais foram de R$53,91 (+3,81%) e R$44,48 (+2,73%), respectivamente.

Reforma Trabalhista

As principais categorias de movimentação criadas pela Lei nº 13.467/17, com vigência a partir de 11/11/2017, foram captadas pelo CAGED, envolvendo a desligamento por acordo e os vínculos de contrato de trabalho intermitente e de trabalho a tempo parcial. O resultado dessas movimentações em novembro/17 abrange os últimos 20 dias do mês, no período que vai de 11/11/2017 a 30/11/2017. A categoria do teletrabalho não foi incluída nesta divulgação, pelo fato de que seus resultados não apresentaram consistência lógica e estatística nesse primeiro mês de vigência da Lei, carecendo de ajustes e maior orientação às empresas respondentes.

O resumo da movimentação das novas categorias foi o seguinte:

Desligamento por acordo: foram registrados 805 desligamentos, informados por 654 estabelecimentos, pertencentes a 646 empresas;
Trabalho intermitente: foram registradas 3.120 admissões, informadas por 778 estabelecimentos, pertencentes a 87 empresas;
Trabalho a tempo parcial: foram registradas 744 admissões, informadas por 502 estabelecimentos, pertencentes a 488 empresas. Do total de admissões, 321 correspondem à nova modalidade criada pela Reforma da CLT, ou seja, tempo parcial com jornada acima de 24hs, as quais foram informadas por 166 estabelecimentos, pertencentes a 152 empresas.

 

Dos registros referente aos desligamentos por acordo, tem-se que a maioria foi no setor de serviços (47%), seguido do setor do comércio (25%). As ocupações que tiveram maior participação nesse tipo de movimentação foram: Vendedor de Comércio Varejista (5%), Faxineiro (4%) e Assistente Administrativo e Alimentador de Linha de Produção (ambos com 3%). Considerando o perfil dos desligados, observa-se que a maioria é do sexo masculino (63%) e a faixa etária com maior participação é de 30 a 49 anos (47%) e com o ensino médio completo (59%).

Os dados do trabalho intermitente revelam que o setor de comércio teve maior participação nessa modalidade, alcançando o percentual de 92% no saldo total, tal fato foi impulsionado pela ocupação de Assistente de Vendas que atingiu 90% desse saldo. Considerando o perfil dos trabalhadores intermitentes, tem-se 54% são do sexo feminino. A maior concentração encontra-se  na faixa etária de até 29 anos (69%) e com o ensino médio completo (86%).

No trabalho em tempo parcial, o setor de comércio teve participação de 55%, seguido do setor de serviços com 37%. As ocupações com maiores percentuais foram as de Vendedor de Comércio Varejista (24%) e de Operador de Caixa (17%). Analisando o perfil dos trabalhadores, tem-se que 57% são do sexo feminino, 55% se encontravam na faixa etária de até 29 anos e considerando a escolaridade, a maioria possuía ensino superior completo (66%).

 

Maiores informações sobre o perfil dessas movimentações encontram-se na Apresentação dos resultados do mês.

 

Fonte:  Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho - PDET - CGET/DES/SPPE/MTb

registrado em:
Fim do conteúdo da página