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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de junho 2017

Publicado: Quinta, 17 de Agosto de 2017, 14h47 | Última atualização em Quinta, 17 de Agosto de 2017, 14h47 | Acessos: 92

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o estoque de emprego formal no Brasil apresentou expansão em junho de 2017. O crescimento foi de 9.821 postos de trabalho, equivalente à variação positiva de +0,03% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado originou-se de 1.181.930 admissões e de 1.172.109 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 67.358 postos de trabalho, representando expansão de 0,18% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Nos últimos doze meses, verificou-se uma redução de -749.060 postos de trabalho, correspondente à retração de -1,91% no contingente de empregados celetistas do País.

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que dois dos oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego. Destacaram-se, pela ordem, Agropecuária (+36.827 postos, +2,29%) e Administração Pública (+704 postos ou +0,08%). Apresentaram saldos negativos os setores da Construção Civil (-8.963 postos, -0,40%), Indústria de Transformação (-7.887 postos, -0,11%) Serviços (-7.273 postos ou -0,04%), do Comércio (-2.747 postos, -0,03%).

A expansão no setor da Agropecuária em junho/2017 (+36.827 postos) gerou o maior saldo positivo de empregos do mês (+2,29%). Destacaram-se as seguintes culturas e atividades:

  • Cultivo de Café (+10.804 postos), concentrado em MG;
  • Atividades de apoio à agricultura (+10.645 postos), concentrado em SP;
  • Cultivo de Laranja (+7.409 postos), concentrado em SP;
  • Cultivo de Soja (+2.480 postos), concentrado em MT.

 Por outro lado, os setores apresentaram desempenho negativo, destacando-se:

A Construção Civil apresentou retração em junho/2017 (-8.963 postos, -0,40%), com destaque para seguintes classes:

  • Construção de Edifícios (-6.041postos), concentrado em SP;
  • Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (-1.689 postos);
  • Serviços Especializados para Construção não Especificados Anteriormente (-1.438 postos); e
  • Obras de Acabamento (-1.135 postos).

O setor da Indústria de Transformação apresentou redução em junho/2017 (-7.887 postos), que implicou saldo negativo de empregos celetistas (-0,11%), em decorrência da retração verificada em nove dos doze subsetores que compõe a atividade industrial com destaque nas principais:

  • Indústria de calçados (-2.929 postos, -0,96%);
  • Indústria de produtos minerais não metálicos (-2.615 postos, -0,63%);
  • Indústria mecânica (-1.687 postos, -0,32%);
  • Indústria da madeira e do mobiliário (-1.462 postos, -0,35%);
  • Indústria Metalúrgica (-1.435 postos, -0,24%);
  • Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica (-1.108 postos, -0,31%);

É importante mostrar que houve subsetores da Indústria de Transformação que registraram saldos positivos, a saber:

  • Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (+3.772 postos, +0,20%);
  • Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (+1.376 postos, +0,16%);
  • Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (+735 postos, +0,08%);

 A redução no setor de Serviços (-7.273 postos) gerou saldo negativo de empregos celetistas (-0,04%), em razão do decaimento ocorrido em cinco dos seis subsetores que compõem o conjunto dessas atividades:

  • Ensino (-8.285 postos, -0,48%);
  • Transportes e comunicações (-4.545 postos, -0,21%);
  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (-1.103 postos, -0,02%);
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (-346 postos, -0,05%); e
  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico (-260 postos, 0,01%).

Por sua vez, o subsetor de Serviços médicos, odontológicos e veterinários apresentou desempenho positivo (+7.266 postos, +0,36%).

O setor do Comércio experimentou queda no emprego celetista em junho/2017 (-2.747 postos), o que implicou saldo negativo (-0,03%). O decréscimo ocorreu tanto no segmento Varejista (-2.172 postos, -0,03%) quanto no segmento Atacadista (-575 postos, -0,04%).

  • No comércio varejista os resultados negativos ocorreram principalmente na venda de Ferragens, Madeira e Materiais de construção (-1.441) e de comércio Varejista de Calçados e Artigos de Viagem (-781). O ramo de Produtos Farmacêuticos (2.148) foi o destaque positivo.
  • No segmento atacadista o saldo negativo com maior destaque foi Comércio Atacadista de Bebidas (-502).

Região

No recorte geográfico, verificou-se que quatros regiões apresentaram crescimento do nível de emprego em junho/2017:

  • Sudeste (+9.273 postos, +0,05%);
  • Centro-Oeste (+8.340 postos, +0,26%);
  • Nordeste (+4981 postos,+0,08%) e;
  • Norte (+1.847 postos, +0,11%).

Em contrapartida, a Região Sul foi a única a apresentar retração (-14.620 postos, -0,21%).

Entre as vinte e sete Unidades da Federação, verificou-se resultados positivos em dezoito delas, com os seguintes destaques:

  • Minas Gerais (+15.445 postos), motivado pela expansão dos setores Agropecuária (+17.161 postos) e Serviços (+901 postos).
  • Mato Grosso (+5.779 postos), devido aos setores de Agropecuária (+2.614 postos), Comércio (+1.070 postos), Serviços (+761 postos), Construção Civil (+757 postos) e Indústria de Transformação (+531 postos).
  • Goiás (+4.795 postos), pelos setores da Indústria de Transformação (+2.117 postos), Serviços (+1.486 postos) e Construção Civil (+628 postos).
  • Pernambuco (+2.726 postos), em razão dos resultados positivos na Indústria de Transformação (+1.566 postos) e Agropecuária (+1.380 postos).
  • Maranhão (+1.531 postos), elencados pelos crescimentos dos setores da Construção Civil (+867 postos) e Agropecuária (+765 postos).

Os maiores saldos negativos entre os estados ocorreram em:

  • Rio Grande do Sul (-9.513 postos), que apresenta decréscimo do emprego em todos os setores, com destaque para Indústria de Transformação (-3.007 postos), Agropecuária (-2.432 postos), Comércio (-1.863 postos), Serviços (-1.164 postos) e Construção Civil (-711 postos);
  • Rio de Janeiro (-5.689 postos), em virtude das retrações registradas principalmente nos setores de Serviços (-3.693 postos), Indústria de Transformação (-1.330 postos) e Comércio (-757 postos);
  • Paraná (-3.561 postos), dada à retração do emprego celetista principalmente nos setores da Construção civil (-1.890 postos), Comércio (-1.178 postos) e Indústria de Transformação (-892 postos);
  • Distrito Federal (-2.484 postos), em razão do decréscimo do emprego celetista no setor dos Serviços (-2.295 postos); e
  • Santa Catarina (-1.546 postos), dada à retração do emprego experimentada nos setores dos Serviços (-523 postos), do Comércio (-485 postos) e Indústria de Transformação (-378 postos).

O estoque de emprego para o conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou queda de -0,13%, equivalente à perda de -20.258 postos de trabalho. A única Região Metropolitana que registrou saldo positivo de emprego foi Fortaleza (+24 postos). As demais Regiões Metropolitanas apresentaram saldos negativos: Rio de Janeiro (-6.921 postos), São Paulo (-4.896 postos), Porto Alegre (-2.500 postos), Curitiba (-2.382 postos), Salvador (-1.424 postos), Belo Horizonte (-1.194 postos), Recife (-835 postos) e Belém (-130 postos).

Para o conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Regiões Metropolitanas, o saldo de emprego registrou aumento de +20.166 postos, ou +0,14%, em consequência da expansão do emprego no interior de sete Unidades da Federação com destaque: Minas Gerais (+16.639 postos), São Paulo (+5.879 postos), Pernambuco (+3.561 postos) e Rio de Janeiro (+1.232 postos). Apresentou saldo negativo de emprego celetista o interior de duas Unidades federativas: Rio Grande do Sul (-7.013 postos) e Paraná (-1.179 postos).

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