Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de maio 2017
Início do conteúdo da página

Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de maio 2017

Publicado: Sexta, 23 de Junho de 2017, 13h18 | Última atualização em Sexta, 23 de Junho de 2017, 15h07 | Acessos: 276

País tem saldo positivo de empregos em maio, com 34.253 vagas formais criadas

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o estoque de emprego formal no Brasil apresentou expansão em maio de 2017. O crescimento foi de 34.253 postos de trabalho, equivalente à variação positiva de +0,09% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado originou-se de 1.242.433 admissões e de 1.208.180 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 48.543 postos de trabalho, representando expansão de 0,13% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Nos últimos doze meses, verificou-se uma redução de -853.665 postos de trabalho, correspondente à retração de -2,18% no contingente de empregados celetistas do País.

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que quatro dos oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego. Destacaram-se, pela ordem, Agropecuária (+46.049 postos, +2,95%), Serviços (+1.989 postos ou +0,01%), Indústria de Transformação (+1.433 postos, +0,02%) e Administração Pública (+955 postos ou +0,11%). Apresentaram saldo negativo os setores do Comércio (-11.254 postos, -0,13%), Construção Civil (-4.021 postos, -0,18%) e Indústria extrativa mineral (-510 postos ou -0,26%) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-387 postos, -0,09%).

A expansão no setor da Agropecuária em maio/2017 (+46.049 postos), gerou o maior saldo positivo de empregos do mês (+2,95%). Destacaram-se as seguintes culturas e atividades:

  • Cultivo de Café (+25,258 postos), concentrado em MG;
  • Cultivo de Laranja (+ 11.590 postos), concentrado em SP;
  • Cultivo de Cana-de-açúcar (+ 5.657 postos), concentrado em SP e RJ; e
  • Atividades de apoio à agricultura (+4.578 postos).

A expansão no setor de Serviços (+1.989 postos), gerou saldo positivo de empregos celetistas (+0,01%), em razão do crescimento ocorrido em dois dos seis subsetores que compõem o conjunto dessas atividades:

  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+494 postos, +0,27%); e
  • Ensino (+664 postos, +0,16%).

         Por outro lado, os demais subsetores apresentaram desempenho negativo, destacando-se:

  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (-4.458 postos, -0,08%);
  • Transportes e comunicações (-1.400 postos, -0,07%);
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (-224 postos, -0,03%); e
  • Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico (-87 postos, 0,00%).

O setor da Indústria de Transformação apresentou crescimento em maio/2017 (+1.433 postos), que implicou saldo positivo de empregos celetistas (+0,02%), em decorrência do crescimento verificado em quatro dos doze subsetores que compõe a atividade industrial:

  • Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (+281 postos, +0,39%);
  • Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (+825 postos, +0,54%);
  • Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (+709 postos, +0,19%);
  • Indústria do material de transporte (+62 postos, +0,01%).

Os subsetores da Indústria de Transformação que registraram os maiores saldos negativos foram:

  • Indústria de calçados (-3.534 postos, -1,15%);
  • Indústria mecânica (-3.077 postos, -0,58%);
  • Indústria Metalúrgica (-2.593 postos, -0,42%);
  • Indústria de produtos minerais não metálicos (-1.888 postos, -0,45%);
  • Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica (-634 postos, -0,18%);

O setor do Comércio experimentou queda no emprego celetista em maio/2017 (-11.254 postos), o que implicou saldo negativo (-0,13%). O decréscimo ocorreu tanto no segmento Varejista (-8.542 postos, -0,12%) quanto no segmento Atacadista (-2.712 postos, -0,17%).

  • No comércio varejista os resultados negativos ocorreram principalmente na venda de Móveis (-2.288), Eletrodomésticos (-2.048) e Ferragens, Madeira e Materiais de construção (-1.949). O ramos de Produtos Farmacêuticos (1.976) e de Calçados (574) foram os destaques positivos.
  • No segmento atacadista os saldos negativos concentraram-se em Soja (-1.319) e Animais vivos e Alimentos para Animais (-1.013).

Região

No recorte geográfico, verificou-se que três regiões apresentaram crescimento do nível de emprego em maio/2017:

  • Sudeste (+691 postos, +0,19%);
  • Centro-Oeste (+809 postos, +0,22%); e
  • Nordeste (+372 postos, +0,01%).

Em contrapartida, apresentaram retração as Regiões:

  • Norte (-1.024 postos, -0,06%); e
  • Sul (-10.595 postos, -0,15%).

Entre as vinte e sete Unidades da Federação, verificou-se resultados positivos em treze delas, com os seguintes destaques:

  • Minas Gerais (+931 postos), motivado pela expansão dos setores Agropecuária (+18.727 postos), Serviços (+2.012 postos), Indústria de Transformação (+ 1.546 postos) e Construção Civil (+ 919 postos).
  • São Paulo (+226 postos), devido, principalmente, aos setores de Agropecuária (+20.347 postos), Serviços (+2.035 postos), Administração Pública (+504 postos) e Indústria de Transformação (+62 postos).
  • Goiás (+444 postos), pelos setores da Indústria de Transformação (+3.094 postos), Serviços (+1.478 postos), Agropecuária (+1.319 postos), Construção Civil (+805 postos), Comércio (+714 postos) e Extrativa Mineral (+86 postos).
  • Espírito Santo (+117 postos), em razão dos resultados positivos na Agropecuária (+4.231 postos), Construção Civil (+183 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+34 postos) e Serviços (+18 postos).
  • Bahia (+966 postos), elencados pelos crescimentos dos setores da Agropecuária (+2.781 postos), Indústria de Transformação (+1.093 postos), Serviços (+386 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+141 postos).

Os maiores saldos negativos entre os estados ocorreram em:

  • Rio Grande do Sul (-12.360 postos), que apresenta decréscimo do emprego em todos os setores, com destaque para Indústria de Transformação (-4.501 postos), Agropecuária (-3.287 postos), Comércio (-2.292 postos), Serviços (-1.239 postos) e Construção Civil (-719 postos);
  • Rio de Janeiro (-5.583 postos), em virtude das retrações registradas principalmente nos setores de Serviços (-3.111 postos), Indústria de Transformação (-1.501 postos), Comércio (-1.266 postos) e Construção Civil (-1.173 postos);
  • Ceará (-2.940 postos), dada a retração do emprego celetista identificada principalmente nos setores da Indústria de Transformação (-1.464 postos), Comércio (-1.209 postos) e Serviços (-881 postos);
  • Pará (-1.852 postos), em razão do decréscimo do emprego celetista nos setores do Comércio (-1.380 postos), Agropecuária (-557 postos) e Serviços (-235 postos);
  • Mato Grosso do Sul (-1.336 postos), dada a retração do emprego experimentada nos setores da Construção Civil (-854 postos), Serviços (-277 postos), Comércio (-114 postos) e Indústria de Transformação (-90 postos).

O estoque de emprego para o conjunto das nove Regiões Metropolitanas registrou queda de -0,12%, equivalente à perda de -18.617 postos de trabalho. A única Região Metropolitana que registrou saldo positivo de emprego foi Belo Horizonte (+987 postos). As demais Regiões Metropolitanas apresentaram saldos negativos: Rio de Janeiro (-6.449 postos), Recife (-2.520 postos), Porto Alegre (-2.354 postos), Fortaleza (-2.066 postos), São Paulo (-2.041 postos), Curitiba (-1.738 postos), Salvador (-1.446 postos) e Belém (-990 postos).

Para o conjunto das cidades do interior pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Regiões Metropolitanas, o saldo de emprego registrou aumento de +41.189 postos, ou +0,29%, em consequência da expansão do emprego no interior de quatro Unidades da Federação: Minas Gerais (+21.944 postos), São Paulo (+19.267 postos), Bahia (+4.412 postos), Paraná (+4.117 postos), Pernambuco (+2.325 postos) e Rio de Janeiro (+866 postos). Apresentou saldo negativo de emprego celetista o interior de três Unidades federativas:  Rio Grande do Sul (-10.006 postos), Ceará (-874 postos) e Pará (-862 postos).

FontePrograma de Disseminação das Estatísticas do Trabalho - PDET - CGET/DES/SPPE/MTb

registrado em:
Fim do conteúdo da página