Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de abril 2017
Início do conteúdo da página

Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de abril 2017

Publicado: Terça, 16 de Maio de 2017, 18h02 | Última atualização em Terça, 16 de Maio de 2017, 18h02 | Acessos: 228

País tem saldo positivo de empregos em abril, com 59.856 vagas formais criadas

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o estoque de emprego formal no Brasil apresentou expansão em Abril de 2017. O crescimento foi de 59.856 postos de trabalho, equivalente à variação positiva de +0,16% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado originou-se de 1.141.850 admissões e de 1.081.994 desligamentos. No acumulado do ano, houve queda de -933 postos de trabalho, representando, praticamente, uma estabilidade, em relação ao estoque de dezembro de 2016. Nos últimos doze meses, verificou-se uma redução de -969.896 postos de trabalho, correspondente à retração de -2,47% no contingente de empregados celetistas do País.

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que sete dos oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego. Entre estes, destacaram-se, pela ordem, Serviços (+24.712 postos ou + 0,15%), Agricultura (+ 14.648 postos ou +0,95%) Indústria de Transformação (+13.689 postos ou +0,19%) e Comércio (+5.327 postos ou +0,06%). O resultado na Construção Civil apresentou um saldo negativo (-1.760 postos ou -0,08%), mas ficou em patamar bem inferior ao de abril do ano anterior (-16.036 postos ou 0,61%).

Nos setores Serviços a expansão em abri/2017 (+24.712) representou uma reversão da tendência verificada em igual período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-9.937). O crescimento ocorreu em cinco dos seis subsetores que compõem o conjunto dessas atividades:

  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+8.015 postos);
  • Transportes e comunicações (+6.840 postos);
  • Ensino (+6.189 postos);
  • de alojamento, alimentação, reparação, manutenção (+2.692 postos); e
  • e administração de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico (+2.036 postos).

Por outro lado, o subsetor de Instituições de crédito, seguros e capitalização apresentou desempenho negativo (-1.060 postos).

A expansão na Agricultura em abri/2017 (+14.648) seguiu a tendência de maior crescimento quando comparada ao mesmo mês do ano anterior (+8.051). Destacaram-se os seguintes resultados:

  • Cultivo de Cana-de-açúcar (+ 7.607 postos), principalmente em São Paulo (+4.614 postos).
  • Cultivo de café (+6.893 postos), principalmente em Minas Gerais (+3.606 postos) e Bahia (+2.580 postos);
  • Atividades de apoio à agricultura (+5.416 postos), com destaque em São Paulo (+3.056 postos); e
  • Produção de sementes certificadas (+1.921 postos), com predominância em Goiás (+1.493 postos).

Na Indústria de Transformação a expansão em abri/2017 (+13.689) também representou uma reversão da tendência negativa que ocorreu em igual período do ano passado (-15.982). O saldo foi positivo em seis dos doze subsetores que compõe a atividade industrial, destacando-se:

  • Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (+6.844 postos).
  • Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (+5.396 postos);
  • da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas (+3.278 postos); e
  • Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (+3.242 postos).

Os subsetores da Indústria de Transformação que se destacaram com saldos negativos foram:

  • Indústria mecânica (-1.969 postos); e
  • Indústria Metalúrgica (-1.174 postos).

O crescimento no setor do Comércio em Abri/2017 (+5.327) seguiu a tendência de recuperação do estoque de emprego em relação a abri/2016, quando a variação foi bastante negativa (-30.507). A expansão ocorreu somente no segmento Varejista (+6.588 postos), com destaque para:

  • Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios - Hipermercados e Supermercados (+3.934 postos);
  • Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos para Uso Humano e Veterinário (+1.851 postos); e
  • Comércio de Peças e Acessórios para Veículos Automotores (+777 postos).

Já o setor Atacadista obteve saldo negativo (-1.261 postos), concentrado no segmento do Comércio Atacadista de Soja (-1.238 postos) e comercio de Animais Vivos, Alimentos para Animais e Matérias-Primas Agrícolas, Exceto Café e Soja (-1.084 postos).

Região

No recorte geográfico, verificou-se que três regiões apresentaram crescimento do nível de emprego em abri/2017:

  • Sudeste (+46.039 postos em abri/17, contra -23.985 em abri/16);
  • Centro-Oeste (+10.538 postos em abri/17, contra +4.186 em abri/16);
  • Sul (+5.537 postos em abri/17, contra -11.318 em abri/16);

Em contrapartida, as Regiões Norte e Nordeste apresentaram retrações (-1.139 postos em abri/17, contra -5.735 em abri/16) e (-1.119 em abri/17, contra – 25.992 em abri/2016), respectivamente.

Entre as vinte e sete Unidades da Federação, destacaram-se com resultados positivos:

  • São Paulo (+30.227 postos), devido, principalmente, aos setores de Serviços (+11.223 postos), Indústria de Transformação (+8.304 postos) e Agropecuária (+8.238 postos).
  • Minas Gerais (+14.818 postos), motivado pela expansão dos setores Agropecuária (+5.687 postos), Serviços (+4.367 postos) e Comercio (+ 3.439 postos).
  • Bahia (+7.192 postos), elencados pelos crescimentos dos setores da Agropecuária (+3.749 postos) de Serviços (+2.330 postos) e Indústria de Transformação (+ 1.139 postos).
  • Goiás (+7.170 postos), pelos setores da Indústria de Transformação (+2.489 postos), Agropecuária (+2.232 postos), Construção Civil (+1.632 postos) e Serviços (+1.171 postos).
  • Paraná (+6.742 postos), em razão dos resultados positivos na Indústria de Transformação (+2.867 postos), Serviços (+2.485 postos) e Comércio (+1.487 postos).

Os maiores saldos negativos entre os estados ocorreram em:

  • Alagoas (-4.008 postos) devido à retração do setor da Indústria de Transformação (-3.404 postos).
  • Rio Grande do Sul (-3.044 postos), pelos setores da agropecuária (- 2.830 postos) e do Comércio (-1.374 postos).
  • Rio de Janeiro (-2.554 postos), o setor que apresentou redução foi o Serviços (-3.422 postos).

O estoque de emprego para o conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou crescimento de 0,01%, ou ganho de +2.127 postos de trabalho. As Áreas que apresentaram os saldos de emprego mais positivos foram: São Paulo (+5.237 postos), Belo Horizonte (+2.098 postos) e Salvador (+1.266 postos).

Para o conjunto das cidades do interior, pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Áreas Metropolitanas do País, o saldo de emprego registrou aumento de +48.113 postos, ou +0,34%, em consequência da expansão no interior de quatro unidades da federação: São Paulo (+24.990 postos), Minas Gerais (+12.720 postos), Paraná (6.232 postos) e Bahia (5.926 postos)

FontePrograma de Disseminação das Estatísticas do Trabalho - PDET - CGET/DES/SPPE/MTb

registrado em:
Fim do conteúdo da página