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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de março 2017

Publicado: Quinta, 04 de Maio de 2017, 17h12 | Última atualização em Quinta, 04 de Maio de 2017, 17h22 | Acessos: 141

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o estoque de emprego formal no Brasil apresentou redução em Março de 2017. A retração foi de 63.624 postos de trabalho, equivalente à variação negativa de -0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado originou-se de 1.261.332 admissões e de 1.324.956 desligamentos. No acumulado do ano, apresentou queda de 64.378 postos de trabalho, equivalente a -0,17%, em relação ao estoque de dezembro de 2016, e, nos últimos doze meses, verificou-se a redução de 1.090.429 postos de trabalho, correspondendo a uma retração de -2,77% no contingente de empregados celetistas do País.

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que sete dos oito setores de atividade econômica apresentaram retração no nível de emprego. Entre estes, destacaram-se, pela ordem, Comércio (-33.909 postos ou -0,38%), Serviços (-17.082 postos ou - 0,10%), Construção Civil (-9.059 postos ou -0,41%), Indústria de Transformação (-3.499 postos ou -0,05%) e Agricultura (- 3.471 postos ou -0,22%). A Administração Pública apresentou desempenho positivo (+4.574 postos ou +0,53%), com expressiva participação do estado de São Paulo (+2.756) e de forma concentrada nas contratações feitas pelas secretarias municipais de educação.

A redução no setor do Comércio em Mar/2017 (-33.909) ficou em patamar bem inferior à de mar/2016 (-41.978). A queda ocorreu somente no segmento Varejista (-35.691 postos), com destaque para:

  • Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios (-7.189 postos);
  • Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios - Hipermercados e Supermercados (-3.680 postos);
  • Comércio Varejista de Ferragens, Madeira e Materiais de Construção (-3.621 postos);
  • Comércio Varejista Especializado de Móveis, Colchoaria e Artigos de Iluminação (-2.746 postos);
  • Comércio Varejista de Calçados e Artigos de Viagem (-2.345. postos); e
  • Comércio Varejista de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-2.062 postos).

       Já o setor Atacadista obteve saldo positivo (+1.782 postos), concentrado no segmento do Comércio Atacadista de Soja (+1.134 postos) e comercio de Animais Vivos, Alimentos para Animais e Matérias-Primas Agrícolas, Exceto Café e Soja (+ 724 postos).

Nos setor Serviços a retração em mar/2017 (-17.082) representou saldo menos negativo do que o verificado em igual período do ano passado (-18.654). A diminuição este mês ocorreu por força do desempenho negativo em três dos seis subsetores que compõem o conjunto dessas atividades:

  • de alojamento, alimentação, reparação, manutenção (-22.502 postos);
  • e administração de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico (-4.560 postos); e
  • Instituições de crédito, seguros e capitalização (-4.554 postos).

             Por outro lado, os subsetores que apresentaram desempenhos positivos foram:

  • Ensino (+10.814 postos);
  • Transportes e comunicações (+1.932 postos); e
  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+1.788 postos).

A queda no setor da Construção Civil nesse mês (-9.059) também foi menor que a verificada no mesmo mês do ano anterior (-24.184). Dois ramos de atividade foram responsáveis pela maior parte da queda:

  • Construção de Edifícios (-7.975 postos); e
  • Obras de Acabamento (-1.788 postos).

                Em contrapartida, houve resultados positivos em alguns ramos de atividade, com destaque para:

  • Construção de Rodovias e Ferrovias (+1.649);
  • Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (+966)
  • Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (+424)

Na Indústria de Transformação a retração em mar/2017 (-3.499) também sinalizou uma tendência menos negativa que em igual per[iodo do ano passado (-24.856). O saldo negativo ocorreu em sete dos doze subsetores que compõe a atividade industrial, destacando-se:

  • Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (-3.082 postos);
  • Indústria de produtos minerais não metálicos (-2.733 postos);
  • Indústria mecânica (-2.556 postos);
  • Indústria metalúrgica (-2.224 postos); e
  • Indústria da madeira e do mobiliário (-1.091 postos).

Os subsetores da Indústria de Transformação que se destacaram com saldos positivos foram:

  • da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas (+4.837 postos);
  • Indústria de calçados (+2.385 postos); e
  • Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (+1.655 postos).

A redução na Agricultura em mar/2017 (-3.471) seguiu a tendência de uma queda menor quando comparada ao mesmo mês do ano anterior (-12.131). Destacaram-se os seguintes resultados:

  • Cultivo de Frutas de Lavoura Permanente, Exceto Laranja e Uva (-4.518 postos), principalmente em Santa Catarina (-2.918 postos) e Rio Grande do Sul (-1.931).
  • Cultivo de Soja, (-2.987 postos), principalmente em Mato Grosso (- 3.758 postos);
  • Cultivo de Laranja (-2.751 postos), principalmente, em São Paulo (-2.577 postos); e
  • Criação de Bovinos (-1.917 postos), em diversos estados.

Região

No recorte geográfico, verificou-se que quatro regiões apresentaram perda do nível de emprego em mar/2017:

  • Nordeste (-29.495 postos em mar/17, contra -46.269 em mar/16).
  • Sudeste (-28.340 postos em mar/17, contra -58.004 em mar/16);
  • Norte (-6.659 postos em mar/17, contra -10.706 em mar/16);
  • Centro-Oeste (-854 postos em mar/17, contra 942 em mar/16);

         Em contra partida, a Região Sul apresentou expansão (+1.752 postos em mar/17, contra -2.855 em mar/16).

Entre as vinte e sete Unidades da Federação, destacaram-se com resultados negativos:

  • Rio de Janeiro (-17.894 postos), motivado pela retração do setor de serviços (-10.355).
  • São Paulo (-9.646 postos), devido, principalmente, ao setor de Comercio (-10.041).
  • Alagoas (-9.335 postos), pelo setor da Indústria de Transformação (-7.735 postos).
  • Mato Grosso (-5.727 postos), motivado pela redução na Agropecuária (-4.287 postos).
  • Santa Catarina (- 4.638 postos), em razão dos resultados negativos na Agropecuária (-3.587 postos), Serviços (-1.521 postos) e Comércio (-1.314 postos).
  • Ceará (-4.675 postos), pelos setores do Comércio (-1.447 postos), Construção Civil (-1.258) e Serviços (-1.022 postos).

Os maiores saldos positivos entre os estados ocorreram em:

  • Rio Grande do Sul (+5.236 postos), pelos setores da Indústria de Transformação (+5.214 postos) e do Comércio (+1.454 postos).
  • Goiás (+4.304 postos) devido à expansão do setor da Agropecuária (+2.449 postos).

 

O estoque de emprego para o conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou redução de 0,26%, ou perda de -39.142 postos de trabalho. As capitais que apresentaram os saldos de emprego mais negativos foram: Rio de Janeiro (-13.671 postos), São Paulo (-12.151 postos), Belo Horizonte (-3.967 postos) e Fortaleza (-3.262 postos).

Para o conjunto das cidades do interior, pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Áreas Metropolitanas do País, o saldo de emprego registrou aumento de +3.215 postos, ou +0,02%, em consequência da expansão em quatro unidades da federação. Em termos absolutos, as maiores altas ocorreram no interior dos estados do Rio Grande do Sul (+6.104 postos), Minas Gerais (+3.961 postos), São Paulo (+2.505 postos) e Paraná (+1.280 postos).

 

FontePrograma de Disseminação das Estatísticas do Trabalho - PDET - CGET/DES/SPPE/MTb

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