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Ministério do Trabalho divulga dados do CAGED de fevereiro 2017

Publicado: Quinta, 16 de Março de 2017, 19h02 | Última atualização em Quinta, 16 de Março de 2017, 19h02 | Acessos: 308

De acordo com CAGED, o estoque de emprego formal no Brasil apresentou aumento em Fevereiro de 2017. A expansão foi de 35.612 postos de trabalho, equivalente à variação positiva de +0,09% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado originou-se de 1.250.831 admissões e de 1.215.219 desligamentos. No acumulado do ano, apresentou queda de 5.475 postos de trabalho, equivalente a -0,01%, e, nos últimos doze meses, verificou-se a redução de -1.148.845 postos de trabalho, correspondendo a uma retração de -2,91% no contingente de empregados celetistas do País.

 

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que cinco dos oito setores de atividade econômica apresentaram expansão no nível de emprego. Entre estes, destacaram-se, pela ordem, os Serviços (+50.613 postos ou + 0,30%), Administração publica (+8.280 postos ou + 0,98%), Agricultura (+ 6.201 postos ou +0,40%) e Indústria de Transformação (+3.949 postos ou +0,05%). Os setores com desempenho negativo foram Comércio (-21.194 postos ou -0,24%) e Construção Civil (12.857 postos ou -0,57%).

Nos setor Serviços o aumento em fev/2017 (+50.613) representou uma reversão da tendência verificada em igual período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-9.189). O crescimento ocorreu em cinco dos seis subsetores que compõem o conjunto dessas atividades:

  • Ensino (+35.484 postos);
  • de alojamento, alimentação, reparação, manutenção (+7.034 postos);
  • e administração de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico (+3.478 postos);
  • Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+3.435 postos); e
  • Transportes e comunicações (+2.604 postos).

O subsetor com desempenho negativo foi o de Instituições de Crédito, Seguros e Capitalização, com 1.422 postos a menos.

O crescimento verificado na Administração Publica neste mês (+8.280) ocorreu, principalmente, no estado de São Paulo (+5.095) e de forma concentrada nas contratações feitas pelas secretarias municipais de educação, em razão do início das atividades letivas.

A expansão na Agricultura em fev/2017 (+6.201) reverteu a tendência de queda verificada no mesmo mês do ano anterior, quando houve redução de postos de trabalho (-3.661). Destacaram-se as contratações nas culturas da Soja, Frutas de Lavoura Permanente e de Cana-De-Açúcar nos Estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina , São Paulo e Goiás , conforme os dados abaixo:

  • Cultivo de Soja, (+2.949 postos), principalmente em Mato Grosso (+ 842 postos);
  • Cultivo de Frutas de Lavoura Permanente, Exceto Laranja e Uva (+2.528 postos), principalmente no Rio Grande do Sul (+1.056) e Santa Catarina (+931 postos); e
  • Cana-De-Açúcar (+1.650 postos), principalmente, em São Paulo (+5.818 postos) e Goiás (+1.415 postos).

Na Indústria de Transformação a expansão em fev/2017 (+3.949) também sinalizou reversão da tendência negativa ocorrida em igual mês do ano passado (-26.187). O saldo foi positivo em sete dos doze subsetores que compõe a atividade industrial, destacando-se os seguintes:

  • Indústria de calçados (+8.824 postos);
  • Indústria têxtil, do vestuário e artefatos de tecidos (+6.247 postos); e
  • da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. Diversas (+4.957 postos).

A Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico apresentou forte queda (-15.799 postos), porém de forma concentrada na atividade de Fabricação de Açúcar em Bruto (-17.359 postos), fruto da finalização do processamento da da cana-de-açúcar nos estados do Nordeste (PE, AL e SE).

A redução no setor do Comércio em fev/2017 (-21.194) ficou num patamar bem inferior à de fev/2016 (-55.520). A queda ocorreu somente no segmento Varejista (-23.624 postos), com destaque para:

  • Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios (-9.799 postos);
  • Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios - Hipermercados e Supermercados (-4.323 postos);
  • Comércio Varejista de Calçados e Artigos de Viagem (-3.342. postos); e
  • Comércio Varejista de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-2.628 postos).

 Já o setor Atacadista obteve saldo positivo (+2.430 postos), concentrado no segmento do Comércio Atacadista de Animais Vivos, Alimentos para Animais e Matérias-Primas Agrícolas, Exceto Café e Soja (+ 1.808 postos) e Comércio Atacadista de Soja (+1.384 postos).

 A queda no setor da Construção Civil (-12.857) foi menor que a verificada no mesmo mês de 2016 (-17.157). Três ramos de atividade foram responsáveis pela maior parte da queda:

  • Construção de Edifícios (-6.086 postos);
  • Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (-2.162 postos); e
  • Obras de Engenharia Civil não Especificada Anteriormente (-1.020 postos).

 

Região

No recorte geográfico, verificou-se que três regiões apresentaram expansão do nível de emprego em fev/2017 e as demais sofreram quedas:

  • Sul (+35.422 postos em fev/17, contra +8.813 em fev/16).
  • Sudeste (+24.188 postos em fev/17, contra -51.871 em fev/16);
  • Centro-Oeste (+15.740 postos em fev/17, contra 4.659 em fev/16);
  • Nordeste (-37.008 postos em fev/17, contra -58.349 em fev/16);e
  • Norte (-2.730 postos em fev/17, contra -7.834 em fev/16);

Entre as vinte e sete Unidades da Federação, quatorze apresentaram saldo positivo, com destaque para os seguintes estados:

  • São Paulo (+25.412 postos), devido, principalmente, ao setor de Serviços (+22.169).
  • Santa Catarina (+14.858 postos), em razão dos resultados na Indústria de Transformação (+10.859) e nos Serviços (+2.104).
  • Rio Grande do Sul (+10.602 postos), pelos setores da Indústria de Transformação (+8.870) e da Agropecuária (+1.897).
  • Paraná (+9.962 postos), em razão dos resultados nos Serviços (+5.532) e na Indústria de Transformação (+2.090).
  • Minas gerais (+9.025 postos), motivado pelo crescimento nos Serviços (+5.853) e na Indústria de Transformação (+2.986).
  • Goiás (+6.849 postos), pelos setores dos Serviços (+3.118), da Agropecuária (+2.763) e da Indústria de Transformação (+1.057).

Os maiores saldos negativos entre os estados ocorreram em Pernambuco (-16.342 postos), Alagoas (-11.403 postos) e Rio de Janeiro (-8.172 postos).

O estoque de emprego para o conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou redução de 0,02%, ou perda de -3.758 postos de trabalho. Esse resultado foi oriundo da queda do nível de emprego em três capitais brasileiras: Rio de Janeiro (-7.179 postos), Salvador (-3.179 postos) e Recife (-3.161 postos). Porém, verificou-se saldo positivo nas demais com destaque para São Paulo (+3.936 postos), Porto alegre (+1.802) e Curitiba (+1.245).

Para o conjunto das cidades do interior, pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Áreas Metropolitanas do País, o saldo de emprego registrou aumento de +30.567 postos, ou +0,22%, em consequência da expansão em cinco das áreas do interior destes estados. Em termos absolutos, as maiores altas ocorreram no interior dos estados de São Paulo (+21.476), Rio Grande do Sul (+8.800), Paraná (+8.716) e Minas Gerais (+7.677).

 

Fonte: Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho - PDET - CGET/DES/SPPE/MTb

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