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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) - IBGE

Publicado: Quinta, 16 de Fevereiro de 2017, 11h34 | Última atualização em Quinta, 16 de Fevereiro de 2017, 15h27 | Acessos: 404

Contexto da pesquisa: a pesquisa obtém informações anuais sobre características demográficas e socioeconômicas da população. Apesar da previsão de encerramento em 2016 (a depender da consolidação da Pnad Contínua, que a substituirá; ver seção a seguir), a Pnad apresenta séries históricas importantes para a caracterização dos territórios abrangidos pela pesquisa, bem como para a análise da dinâmica do mercado de trabalho nacional. É uma pesquisa de abrangência temática ampla, captando características do domicílio, além de trabalho e rendimentos.

Unidade de análise: domicílio, família e população residente.

Periodicidade de coleta e de divulgação: anual para os temas permanentes da pesquisa e variável para os temas suplementares e especiais, exceto em anos de Censo Demográfico e coleta nos meses de setembro.

Amplitude da série histórica: teve início em 1967, mas com abrangência geográfica bastante restrita. A partir de 1981, apesar da progressiva ampliação da cobertura geográfica, não captava ainda a área rural da Região Norte. No ano de 1992, a pesquisa alterou o conceito de ocupado, bastando para ser considerado como tal ter realizado apenas uma hora ou mais de trabalho na semana, quando antes o mínimo era de uma jornada de 15 horas semanais. Essa mudança tornou praticamente incomparável a Pnad de 1992 em diante com a dos anos anteriores. Em 2004, passa a ter cobertura plena, incorporando a área rural da antiga Região Norte do Brasil (incluindo os estados de Roraima, Rondônia, Amazonas, Pará, Acre e Amapá).

Abrangência geográfica: todo o território nacional (150 mil unidades domiciliares por ano em 1.100 municípios).

Nível de desagregação geográfica dos resultados: Brasil, grandes regiões, unidades da Federação e regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Características metodológicas:

Desagregação da informação e a precisão das estimativas: por ser obtida a partir de uma amostra, ainda que os microdados permitam a desagregação das informações, nem todas elas serão estatisticamente significativas. O pesquisador deverá comparar as informações geradas com os respectivos coeficientes de variação, conforme as notas metodológicas das bases de dados, o que assegurará a confiabilidade da informação e possibilitará seu uso.

Informações sobre famílias: uma vez que um mesmo domicílio pode conter mais de um núcleo familiar, é preciso selecionar a pessoa de referência da família para obter estimativas de informações familiares.

População investigada para o tema trabalho: 10 anos ou mais.

Semana de referência: última semana completa de setembro.

Trabalho: trabalho é o exercício de:

a) ocupação remunerada em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas etc.) na produção de bens e serviços;

b) ocupação sem remuneração na produção de bens e serviços, desenvolvida durante pelo menos uma hora na semana em ajuda a membro da unidade domiciliar que tivesse trabalho como: empregado na produção de bens primários (que compreendem as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal ou mineral, caça, pesca e piscicultura); trabalhador por conta própria ou empregador em ajuda a instituição religiosa, beneficente ou de cooperativismo; aprendiz ou estagiário;

c) ocupação desenvolvida durante pelo menos uma hora na semana: na produção de bens primários (que compreendem as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal, pesca e piscicultura) destinados à própria alimentação de pelo menos um membro da unidade domiciliar; na construção de edificações, estradas privativas, poços e outras benfeitorias (exceto as obras destinadas unicamente à reforma) para o próprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar.

Ocupados: pessoas que, na semana de referência, trabalharam:

a) em trabalho remunerado em dinheiro, produtos ou mercadorias;

b) em trabalho sem remuneração, durante pelo menos uma hora na semana:

> em ajuda a membro da unidade domiciliar que era empregado na produção de bens primários (que compreendem as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal ou mineral, caça, pesca e piscicultura); por trabalhador por conta própria ou empregador;

> em ajuda a instituição religiosa, beneficente ou de cooperativismo;

> como aprendiz ou estagiário; na produção de bens primários (que compreendem as atividades da agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal, pesca e piscicultura) destinados exclusivamente à própria alimentação de pelo menos um membro da unidade domiciliar; na construção de edificações, estradas privativas, poços e outras benfeitorias (exceto as obras destinadas unicamente à reforma) para o próprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar.

Também são consideradas ocupadas as pessoas que, na semana de referência, estavam afastadas, temporariamente, de um trabalho remunerado.

Trabalho principal: único trabalho que a pessoa teve na semana de referência. Para a pessoa que tinha mais de um trabalho na semana de referência, considerou-se aquele de maior tempo de permanência no período de referência de 365 dias. Em caso de igualdade no tempo de permanência nesse período de referência, o trabalho remunerado tinha prioridade sobre o sem remuneração. Entre os trabalhos remunerados com o mesmo tempo de permanência, considerou-se como principal aquele em que a pessoa normalmente dedicava maior número de horas semanais. Esse mesmo critério foi adotado quando a pessoa somente exerceu trabalhos sem remuneração e houve coincidência nos tempos de permanência nesses trabalhos. Em caso de igualdade também no número de horas semanais trabalhadas, o trabalho principal é aquele que normalmente proporcionava o maior rendimento.

Pessoas desocupadas: pessoas que estavam sem trabalho na semana de referência e, nesse período, haviam tomado alguma providência efetiva para conseguir trabalho.

Investigação do município de trabalho: ver seção Censo Demográfico.

Classificação de ocupações: ver seção Censo Demográfico.

Classificação de atividades: ver seção Censo Demográfico.

Rendimentos: ver seção Censo Demográfico.

Pesquisas suplementares: temas especiais ou investigação complementar de temas existentes, sendo os mais recentes:

a) 2013: segurança alimentar e acesso à tecnologia da informação e comunicação;

b) 2014: acesso ao Cadastro Único do Governo Federal, inclusão produtiva, mobilidade sócio-ocupacional, qualificação profissional (em parceria entre IBGE, MDS e MEC);

c) 2015: sindicalização, algumas características das relações de trabalho dos moradores de 16 anos de idade ou mais, religiosidade, participação política social, prática de esporte e atividade física (em parceria entre IBGE, Ministério dos Esportes, MTb, OIT).

Pesquisas especiais: por sua natureza podem demandar tratamento especial, inclusive com o desenho da amostra distinto da Pesquisa Básica; o último exemplo é a pesquisa de Mobilidade Sócio-ocupacional de 2014.

 

Acesso:

Tabulações: http://www.sidra.ibge.gov.br/

Microdados: ftp://ftp.ibge.gov.br/  - pasta “Trabalho e Rendimento”

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