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Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)

Publicado: Quarta, 08 de Fevereiro de 2017, 19h02 | Última atualização em Quinta, 16 de Fevereiro de 2017, 10h42 | Acessos: 1367

 

Contexto da pesquisa: é um levantamento domiciliar contínuo, realizado mensalmente com o objetivo de gerar estatísticas sobre a inserção da produtividade da população. Na Região Metropolitana de São Paulo a pesquisa é realizada desde 1984 em convênio entre o DIEESE e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O reconhecimento da importância da PED como instrumento de análise da realidade socioeconômica concretizou-se com solicitações da implantação da pesquisa em outras regiões do país, a partir de 1987. Em 1993 o Codefat, por meio das Resoluções nº 54 e nº 55, reconheceu a adequação da metodologia da PED para retratar o mercado de trabalho e passou a viabilizar o financiamento parcial do campo de pesquisas que utilizassem a sua metodologia.

A metodologia da PED difere das demais pesquisas domiciliares apresentadas anteriormente, uma vez que procura captar as dinâmicas particulares de um mercado de trabalho pouco estruturado, com grande disponibilidade de mão de obra, uma estrutura produtiva heterogênea entre as empresas (tamanho, tecnologia, participação no mercado etc.), elevada informalidade no mercado de trabalho, entre outras características. Para a metodologia da PED, a dinâmica de um mercado de trabalho com essas características não é suficientemente captada se forem adotadas as noções usuais de emprego e desemprego.

O projeto PED vem sendo apoiado pelo Ministério do Trabalho desde 1993. A partir de 2005, tem recebido apoio para desenvolver metodologias, como, por exemplo, para dimensionar a qualificação profissional da população metropolitana, ajuste sazonal e novos indicadores regionais em relação à terceirização e à informalidade.

Atualmente, a PED está em processo de atualização metodológica que prevê diversificação temática e capacidade de produzir dados para a análise local, mantendo o entendimento de que o trabalho é uma variável ordenadora do espaço territorial.

A abrangência temática desta pesquisa restringe-se ao trabalho, associado a características demográficas e educacionais.

Unidade de análise: domicílio e pessoas.

Periodicidade de coleta e de divulgação: mensal.

Amplitude da série histórica: ver item Nível de desagregação.

Abrangência geográfica: regiões metropolitanas de seis capitais (Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo) e o Distrito Federal.

Nível de desagregação geográfica dos resultados:

Regiões Metropolitanas das seguintes capitais:

> Belo Horizonte (série histórica jan./1996 até jun./2014) ‑ 2.530 domicílios por mês, 7.600 domicílios por trimestre;

> Fortaleza (série histórica desde jan./2009) ‑ 2.500 domicílios por mês, 7.500 domicílios por trimestre;

> Porto Alegre, com desagregação para o município de Porto Alegre (série histórica desde jun./1992) ‑ 2.700 domicílios por mês, 8.100 domicílios por trimestre;

> Recife (série histórica desde mar./1998) ‑ 2.300 domicílios por mês, 6.900 domicílios por trimestre;

> Salvador (série histórica desde fev./1997) ‑ 2.500 domicílios por mês, 7.500 domicílios por trimestre;

> São Paulo, com desagregação para a região do ABC (série histórica desde jan./1985) ‑ 3.460 domicílios por mês, 10.380 domicílios por trimestre;

> Distrito Federal (série histórica desde fev./1992) ‑ 2.530 domicílios por mês, 7.600 domicílios por trimestre.

A série histórica para o conjunto das Regiões Metropolitanas foi interrompida em junho de 2014, quando houve interrupção da pesquisa da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

Características metodológicas:

Desagregação da informação e precisão das estimativas: por ser um procedimento amostral, ainda que os microdados permitam a desagregação das informações, nem todas elas serão estatisticamente significantes. O pesquisador deverá comparar as informações geradas com os respectivos coeficientes de variação, conforme as notas metodológicas das bases de dados, o que assegurará a confiabilidade da informação e possibilitará seu uso.

População investigada para o tema trabalho: 10 anos ou mais.

Semana de referência: sete dias anteriores ao da entrevista.

Trabalho: a situação de trabalho é definida como aquela em que o indivíduo tem um trabalho remunerado ou não remunerado no período de referência, excetuando o trabalho excepcional.

Ocupados: são os indivíduos que, nos sete dias anteriores ao da entrevista: possuem trabalho remunerado exercido regularmente, com ou sem procura de trabalho; nesse período, possuem trabalho remunerado exercido de forma irregular, desde que não tenham procurado trabalho diferente do atual; possuem trabalho não remunerado de ajuda em negócios de parentes, ou remunerado em espécie/beneficio, sem procura de trabalho. Excluem-se as pessoas que nos últimos sete dias realizaram algum trabalho de forma excepcional.

Desempregados: São indivíduos que se encontram numa situação involuntária de não trabalho por falta de oportunidade de trabalho, ou que exercem trabalhos irregulares com desejo de mudança. Essas pessoas são desagregadas em três tipos de desemprego:

  1. desemprego aberto: pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos sete últimos dias – coincide com os parâmetros das demais pesquisas e com os padrões de referência internacionais;
  2. desemprego oculto pelo trabalho precário: pessoas que realizam trabalhos precários (algum trabalho remunerado ocasional de auto-ocupação) ou que realizam trabalho não remunerado em ajuda a negócios de parentes e que procuraram mudar de trabalho nos 30 dias anteriores ao da entrevista; pessoas que, não tendo procurado trabalho nesse período, o fizeram sem êxito até 12 meses atrás;
  3. desemprego oculto pelo desalento: pessoas que não possuem trabalho nem procuraram nos últimos 30 dias anteriores ao da entrevista, por desestímulos do mercado de trabalho ou por circunstâncias fortuitas, mas apresentaram procura efetiva de trabalho nos últimos 12 meses.

Investigação do município de trabalho: essa pesquisa investiga se há distinção entre o domicílio de residência do indivíduo e a localidade onde ele efetivamente exerce a atividade laboral.

Classificação de ocupações: a PED utiliza uma codificação própria de ocupações; no entanto, em algumas regiões essa codificação tem correspondência com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

Classificação de atividades: as atividades foram classificadas utilizando a Cnae-Domiciliar, que é uma adaptação da Cnae para as pesquisas domiciliares. A Cnae-Domiciliar se mantém idêntica à Cnae nos níveis mais agregados (seção e divisão, com exceção das divisões do comércio em que não se distingue o varejo e o atacado), reagrupa classes em que o detalhamento foi considerado inadequado para as pesquisas domiciliares e desagrega algumas atividades de serviços que têm nestas pesquisas sua única fonte de cobertura. A captação da Cnae 2.0 domiciliar na PED iniciou-se em novembro de 2010.

Rendimentos: segundo a metodologia da PED, os rendimentos mensais do ocupado são investigados com o objetivo de captar a remuneração efetivamente recebida pelo trabalho realizado no mês calendário anterior ao da entrevista. Essa remuneração pode ser resultante do trabalho principal, de trabalhos adicionais ou de pensão/aposentadoria, paga por uma só fonte, por várias delas ou por todas ao mesmo tempo. Quando o indivíduo é empregado assalariado, investigam-se os valores efetivamente recebidos, ou seja, menos os descontos por falta e acrescidos de gratificações, horas extras etc., sendo captados o salário bruto e o líquido. Quando a pessoa começou a trabalhar recentemente e, por isso, ainda não recebeu a remuneração correspondente ao mês de referência, é registrada sua remuneração contratual. Se o assalariado iniciou seu trabalho atual no mês da pesquisa, sua remuneração é igual a zero, não sendo, portanto, considerada na estimativa do salário médio. Para os empregadores, trabalhadores autônomos e demais, investiga-se a retirada correspondente ao trabalho realizado no mês anterior. No caso do empregador, a retirada mensal não inclui os lucros e, para os autônomos, refere-se ao valor de venda de produtos ou serviços deduzidos os gastos na operação de seu negócio, ou seja, é o valor bruto antes dos pagamentos de imposto de renda e seguro social. No caso dos empregados por produção, corresponde ao valor bruto antes de serem efetuados os descontos.

 

Metodologia disponível em:

http://www.dieese.org.br/metodologia/metodologiaPed.html

Acesso:

Tabulações: http://www.dieese.org.br/analiseped/ped.html

Microdados: http://www.dieese.org.br/analiseped/ped.html16

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